quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Do fundo do Baú - cartas das equipes de Fórmula 1

Em 1995, a Internet ainda engatinhava no mundo. Comunicávamo-nos mais por correspondência escrita, hoje pouco utilizada pelo cidadão comum. Neste ano, em uma de suas edições mensais, a revista Grid (publicação mensal especializada em automobilismo, excelente, diga-se de passagem, o editor chefe era a enciclopédia Luis Alberto Pandini, o Panda - nem preciso dizer que não perdia um mês a revista) publicou uma matéria sobre como se corresponder com as equipes de Fórmula 1. Nesta matéria tinham todos os endereços das equipes que disputavam o mundial daquele ano, bem como um modelo padrão em inglês de uma carta dizendo ser fã da Fórmula 1 e que gostaria de receber algum material do time.
Pois bem, lembro que mandei diversas cartas para os principais times, mas recebi apenas duas respostas. Fiquei bem contente na época, é bem verdade. Revirando o baú na casa da minha mãe, reencontrei estas cartas e compartilho neste post com vocês.
As respostas foram de Ferrari e de McLaren. A Ferrari foi a que mandou o material mais legal: dois cartões com os autógrafos de verdade (não era impressão, era a caneta mesmo) de Jean Alesi e Gerhard Berger, ao fundo a foto de cada um dentro da 412 T2, o modelo usado pelo time em 95. Os italianos também mandaram dois adesivos oficiais do Cavallino Rampante.
Já a McLaren mandou um prospecto padrão com informações sobre a história do time, dos pilotos (Nigel Mansell - que não cumpriu toda a temporada, depois foi substituído por Mark Blundell -, Mika Hakkinen e do piloto de testes Jan Magnussen), do carro, além de dados técnicos da equipe, tudo em inglês. Digitalizei todo este material e o reproduzo a seguir.
Na sequência, seis páginas do prospecto enviado pela McLaren (clique nas imagens para ampliar)

Agora, a carta enviada pela Ferrari. Primeiro, detalhes do envelope (clique nas imagens para ampliar)



A seguir, o cartão frente e verso com o autógrado de Jean Alesi


Agora, o autógrafo do austríaco Gerhard Berger (clique nas imagens para ampliar)


O adesivo enviado pelo time italiano, frente e verso (clique nas imagens para ampliar)


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Emerson anda com a Lotus 72 em São Paulo

Homem e máquina se reencontraram hoje para reviver uma história especial. Emerson Fittipaldi pilotou a Lotus 72 pela Marginal Pinheiros, com direito a passagem pela Ponte Estaiada. O "Rato" pisou fundo e chegou a ultrapassar os 250 Km/h.

Emerson foi campeão em 1972 com este carro, e foi com ele também que venceu há 40 anos sua primeira prova na Fórmula 1, o Grande Prêmio de Watkings Glen (EUA), que garantiu o título póstumo ao seu companheiro de equipe, Jochen Rindt, morto nos treinos para o Grande Prêmio da Itália, meses antes.

"Eu converso com o carro e ele conversa comigo", dizia Emerson sobre a Lotus antes de entrar no carro hoje pela manhã. Toda essa emoção de reencontrar um velho companheiro se traduziu no choro de Emerson depois de sair do carro. Sem palavras.

Devemos muito a Emerson. Foi ele quem abriu as portas a todos os pilotos brasileiros, ao ser o primeiro brasileiro a ter destaque na Fórmula 1 e ser campeão. Depois, junto com seu irmão Wilsinho, foi o criador da primeira - e única - equipe brasileira na Fórmula 1, a Copersucar-Fittipaldi. Essa talvez seja a maior ação de empreendedorismo já existente no automobilismo brasileiro - que infelizmente não foi muito bem compreendida pelo povo deste país, que não entendeu o nível de complexidade que é montar e gerir uma equipe em uma categoria de alto nível como a Fórmula 1, e apenas se ateve ao fato da equipe não ter obtido vitórias.

Quando a equipe Fittipaldi fechou, Emerson abriu mais uma estrada para o nosso automobilismo. Foi para os Estados Unidos correr na Fórmula Indy. Como de praxe, foi campeão e venceu por duas vezes as 500 Milhas de Indianápolis, trilhando o caminho para os pilotos brasileiros na América.

Emerson, parabéns e obrigado!

domingo, 31 de outubro de 2010

Lotus 72D JPS no caminhão a caminho de Interlagos

Aí está o vídeo, curtinho mas esclarecedor...

Lotus 72 de Emerson Fittipaldi sendo transportada para Interlagos


Hoje aconteceu algo surreal. Estava pela manhã me dirigindo para São Roque, interior de São Paulo, quando na Marginal Tietê vejo em cima de um guincho, um carro de corrida coberto por um pano preto. Não dava para ver muito, mas tentei me aproximar e já comentei com o Luiz Henrique, que estava ao meu lado. Ao me aproximar, vendo a silhueta do bólido por baixo do pano e a cor dourada da roda dianteira, além do tamanho do pneu traseiro, logo vi que ali estava um carro histórico: a Lotus 72D preta e dourada (JPS) na qual Emerson Fittipaldi conquistou seu primeiro título mundial, em 1972. Logo liguei os fatos e compartilhei com todos dentro do carro: Emerson irá dar umas voltas com ela em Interlagos, no próximo fim de semana, quando se realizará o Grande Prêmio do Brasil de F-1. Ela estava sendo transportada para lá naquele momento, e nós tivemos a felicidade de cruzar com ela no caminho. Como estava com a máquina fotográfica em mãos, tratei de tirar uma foto e fazer um vídeo, que vocês podem conferir aqui.

Salão do Automóvel 2010

Bem galera, ontem foi dia de visitar o 50º Salão do Automóvel. A trupe formada por Reginaldo, Tarcisio, Baroni, Silvio, Luiz Henrique e este que vos escreve esteve no pavilhão de exposições do Anhembi para conferir de perto as novidades do cenário automobilístico, bem como as beldades que sempre estão ao lado das máquinas.

Destaque para a presença de supercarros como o Bugatti Veyron, Koennigsseg CCX, Mercedes-Bens SLS, Ferrari 599 GTO e 458 Itália e Pagani Zonda R, clicados abaixo por mim e pelo Reginaldo.