domingo, 14 de janeiro de 2018

Do Fundo do Baú - Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck 2004


A série especial "Do fundo do Baú" traz nesta postagem todos os detalhes da temporada de 2004 do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck. Foi o único triunfo de um caminhão da Ford até o momento e também o primeiro dos dois títulos de pilotos do pernambucano Beto Monteiro.

A equipe DF Motorsports vivenciava naqueles primeiros anos da década tempos de competitividade e ótimas apresentações. O apoio oficial da Ford propiciava fartas injeções de dinheiro e desenvolvimento contínuo à equipe de propriedade do sorocabano Djalma Fogaça.




Pedro Muffato e Roberval Andrade - dupla forte da Scania



Mas a concorrência não era fraca. Renato Martins mantinha um forte plantel em busca de vitórias utilizando os caminhões Volkswagen Titan-Tractor, em seu ápice de desenvolvimento e também contava com o valioso apoio de fábrica. Outro forte concorrente era a equipe ABF, de propriedade do criador da Fórmula Truck, Aurélio Batista Félix. Os caminhões Mercedes-Benz 1938S de Geraldo Piquet e principalmente de Wellington Cirino sempre foram "ossos duros de roer" nas brigas pelas vitórias.



O "figura" Macarrão, muito bem acompanhado na frente de seu Ford Cargo



A equipe Muffato-Andrade Motorsport corria por fora, contando com o Scania T124 "bicudo" para o então campeão do ano de 2002, o paulista Roberval Andrade e outro Scania, na versão P124 "cara-chata" para o veteraníssimo cascavelense Pedro Muffato.







A temporada de 2004 foi composta por 9 etapas, com 6 vencedores diferentes ao longo do ano. A média de público, como era de praxe, foi excelente por todo o ano em todas as praças em que a Fórmula Truck passou. Apoio maciço das fábricas (total de 6 fabricantes: Ford, Volkswagen, Mercedes-Benz, Scania, Volvo e Iveco), equipes fortalecidas, ótimos pilotos, cobertura da mídia (transmissão ao vivo de todas as provas, pela RedeTV!), o circo estava pronto para começar mais uma temporada.

Todos rumaram para Caruaru, no interior de Pernambuco, para a disputa da primeira etapa, no dia 14 de março de 2004. Os treinos livres e de classificação mostraram a boa fase da equipe Ford, com o piloto local Beto Monteiro cravando a primeira pole-position da temporada. O campeão do ano anterior, Wellington Cirino largaria na segunda posição. O paulista Fred Marinelli cravou a terceira posição com seu Scania T113 e o campeão de 1996, Renato Martins, marcou o quarto tempo com seu Volkswagen. Quatro marcas diferentes nas quatro primeiras posições. Djalma Fogaça com Ford fechava a quinta posição e o pelotão da frente em Caruaru.

No domingo, tempo aberto, sol e calor fizeram pano de fundo para uma tranqüila vitória de Beto Monteiro, de ponta a ponta, que ainda conquistou a melhor volta da prova. Foi um ótimo dia para a equipe DF Motorsports, com a dobradinha completada pelo sorocabano Djalma Fogaça. Fred Marinelli de Scania recebeu a bandeirada em uma ótima terceira posição e driblou um problema inusitado durante a corrida: uma das portas de seu caminhão se abriu em plena disputa.

Resultado final - Caruaru:

1- Beto Monteiro - Ford
2- Djalma Fogaça - Ford
3- Fred Marinelli - Scania
4- Wellington Cirino - Mercedes-Benz
5- Renato Martins - Volkswagen
6- Roberval Andrade - Scania
7- Vignaldo Fízio - Mercedes-Benz
8- Leandro Totti - Ford
9- Pedro Muffato - Scania
10- Beto Napolitano - Volkswagen
11- Geraldo Piquet - Mercedes-Benz
12- Herberto Heinen - Volvo
13- Gene Fireball - Ford
14- Luiz Zappelini - Volkswagen
15- José Carlos Franzói - Scania
16- Eduardo Fráguas (Mad Macarrão) - Ford
17- Débora Rodrigues - Volkswagen
18- Jonatas Borlenghi - Volkswagen
19- Diumar Bueno - Volvo

Menos de um mês e o circo da Fórmula Truck atravessou o país para a disputa da segunda etapa em 4 de abril de 2004, no tradicional circuito de Guaporé, no Rio Grande do Sul. A veloz pista prometia boas disputas entre os brutos.





Nos treinos classificatórios, pole-position para o paranaense Wellington Cirino e seu Mercedes-Benz 1938S da equipe ABF Competições, que completou a dobradinha com o paulista Vignaldo Fizio e seu Mercedes-Benz na versão "bicuda". O líder do campeonato Beto Monteiro estava por perto e fechou na terceira posição da grelha de partida.

Na corrida, mais uma vez na temporada o pole-position venceu a prova. Mas não teve moleza: o segundo colocado, Beto Monteiro, cruzou com seu Ford Cargo meio segundo apenas do Mercedes-Benz do paranaense. Roberval Andrade levou seu Scania para a terceira posição. A prova foi marcada por um forte acidente entre o VW Titan de Luiz Carlos Zappelini e o Scania de José Carlos Franzói.



Wellington Cirino, um constante postulante ao título



No campeonato de pilotos, Beto Monteiro conseguiu manter a ponta na tabela, com 48 pontos, seguido de perto por Cirino, com 42 pontos até então. Renato Martins, graças à constância era o terceiro colocado com 22 pontos.

Resultado final - Guaporé:

1- Wellington Cirino - Mercedes-Benz
2- Beto Monteiro - Ford
3- Roberval Andrade - Scania
4- Renato Martins - Volkswagen
5- Beto Napolitano - Volkswagen
6- Eduardo Fráguas (Mad Macarrão) - Ford
7- Leandro Totti - Ford
8- Débora Rodrigues - Volkswagen
9- Pedro Muffato - Scania
10- Diumar Bueno - Volvo
11- Tiago Grison - Volvo
12- Vignaldo Fízio - Mercedes-Benz
13- Fred Marinelli - Scania
14- Djalma Fogaça - Ford
15- Geraldo Piquet - Mercedes-Benz
16- Jorge Fleck - Volvo
17- Jonatas Borlenghi - Volkswagen
18- Herberto Heinen - Volvo
19- José Carlos Franzói - Scania
20- Luiz Zappelini - Volkswagen

A terceira etapa seria realizada no dia 16 de maio de 2004 no circuito de Interlagos. Todos os treinos livres foram dominados pelo paulista Roberval Andrade e seu Scania. Todo esse domínio foi convertido na conquista da pole-position no sábado. Os ponteiros do campeonato, Beto Monteiro e Wellington Cirino largariam respectivamente na segunda e terceira posições. Como fato curioso desta etapa, a participação de mais uma mulher além da habitual competidora da VW, Débora Rodrigues. A pernambucana Danuza Moura foi pra pista com o Iveco Veloqx-SF04 vermelho da equipe Scuderia Forza.



A pernambucana Danuza Moura correu com o Iveco da Scuderia Forza












A corrida foi igualmente dominada por Roberval, que venceu com quase dois segundos de vantagem para o segundo colocado, o jovem Jonatas "Neno" Borlenghi com o VW Titan Tractor da equipe de Renato Martins. Vignaldo Fizio fez uma ótima prova e terminou na terceira posição. Beto Monteiro, pensando no campeonato, fechou na quarta posição e conquistou valiosos pontos. Já seu principal adversário na disputa, o paranense Wellington Cirino envolveu-se em um polêmico acidente com Djalma Fogaça, na saída do "S" do Senna.



Fabiano Sperafico (Ford Cargo) substituiu o norte-americano Gene Fireball na equipe DF Motorsports a partir da quarta etapa



Outro acidente, porém mais grave, marcou a prova paulista. O piloto gaúcho Herberto Heinen (Volvo) tocou a traseira do norte-americano Gene Fireball, jogando o Ford Cargo contra as proteções laterais da reta oposta. O caminhão de Fireball bateu forte e rodou diversas vezes, ficando bem destruído. Na etapa seguinte, o americano foi substituído na equipe DF Motorsports pelo paranaense Fabiano Sperafico.

Na briga pelo campeonato. Beto Monteiro saiu de São Paulo com 10 pontos de vantagem para Wellington Cirino (62 x 52). Roberval Andrade, com a vitória, alçou a terceira posição na tabela, deixando em quarto o veterano da Volkswagen, Renato Martins.



O Scania de Roberval Andrade, o vencedor em São Paulo





Da esquerda para direita: Gene Fireball, Sabrina Sato, Djalma Fogaça e Beto Monteiro





O Ford Cargo de Gene Fireball



Resultado final - Interlagos:

1- Roberval Andrade - Scania
2- Jonatas Borlenghi - Volkswagen
3- Vignaldo Fízio - Mercedes-Benz
4- Beto Monteiro - Ford
5- Geraldo Piquet - Mercedes-Benz
6- Jorge Fleck - Volvo
7- Débora Rodrigues - Volkswagen
8- Wellington Cirino - Mercedes-Benz
9- José Cangueiro - Mercedes-Benz
10- Eduardo Fráguas (Mad Macarrão) - Ford




Vignaldo Fizio e seu Mercedes-Benz "bicudo" - ótima terceira colocação em Interlagos




A quarta etapa do campeonato brasileiro de Fórmula Truck foi disputada no dia 6 de junho de 2004 em Goiânia. Nos treinos classificatórios, Wellington Cirino mostrou suas armas e cravou a pole-position para a etapa. Renato Martins, Roberval Andrade e Beto Monteiro largariam na seqüência.






A prova foi uma das mais disputadas e emocionantes de toda a temporada. No final da prova, o vencedor Beto Monteiro era seguido de muito perto pelos caminhões de Renato Martins, Jonatas Borlenghi, Djalma Fogaça, Roberval Andrade e Macarrão. Foi a segunda vitória de Beto Monteiro na temporada, que abria uma boa vantagem de 87 pontos contra 63 pontos do agora segundo colocado na tabela, o paulista Roberval Andrade. Com o azar de um problema mecânico na etapa de Goiânia, o paranaense Wellington Cirino caiu para terceira posição no campeonato, com 53 pontos.




O Ford Cargo de Eduardo Fráguas, o Macarrão: sexto colocado em Goiânia



Resultado final - Goiânia:

1- Beto Monteiro - Ford
2- Renato Martins - Volkswagen
3- Jonatas Borlenghi - Volkswagen
4- Djalma Fogaça - Ford
5- Roberval Andrade - Scania
6- Eduardo Fraguas (Mad Macarrão) - Ford
7- Vignaldo Vízio - Mercedes-Benz
8- Beto Napolitano - Volkswagen
9- Fred Marinelli - Scania
10- Luiz Zappelini - Volkswagen
11- Débora Rodrigues - Volkswagen
12- Herberto Heinen - Volvo
13- Luiz Carlos Lanzoni - Scania
14- Fabiano Britto - Volvo
15- Luiz Fernando Simões - Scania

Não muito longe de Goiânia, a quinta etapa seria disputada em Campo Grande, no dia 18 de julho de 2004. Wellington Cirino marcou mais uma pole-position no ano, seguido pelo VW Titan de Renato Martins na segunda posição. Em terceiro, o piloto de Londrina Leandro Totti com seu Ford Cargo, um excelente resultado para o paranaense. O líder do campeonato Beto Monteiro largaria na quarta posição.

Na corrida, Wellington Cirino não conseguiu contornar os problemas com os freios de seu Mercedes-Benz e a vitória, com todos os méritos, ficou com Leandro Totti. Foi a primeira vitória do piloto da equipe Londrina Truck Racing na categoria.

Roberval Andrade mostrou mais uma vez constância e terminou na segunda posição com seu Scania. Jonatas Borlenghi da equipe RM-Volkswagen completou a prova na terceira posição. O líder do campeonato, Beto Monteiro, terminou em uma apagada oitava posição.

No campeonato, Beto Monteiro ainda era o líder com 93 pontos. Roberval manteve o segundo posto na tabela com 79 pontos e Wellington Cirino, que terminou a etapa de Campo Grande na quarta posição, computava 71 pontos.

Resultado final - Campo Grande:

1- Leandro Totti - Ford
2- Roberval Andrade - Scania
3- Jonatas Borlenghi - Volkswagen
4- Wellington Cirino - Mercedes-Benz
5- Fabiano Britto - Volvo
6- Jorge Fleck - Volvo
7- Geraldo Piquet - Mercedes-Benz
8- Beto Monteiro - Ford
9- Beto Napolitano - Volkswagen
10- Fred Marinelli - Scania
11- Pedro Muffato - Scania
12- Vignaldo Fizio - Mercedes-Benz
13- Fabiano Sperafico - Ford
14- Luiz Carlos Lanzoni - Scania
15- Luiz Carlos Zappellini - Volkswagen
16- Débora Rodrigues - Volkswagen
17- Herberto Heinen - Volvo

A Fórmula Truck então partia para o sul do país, para uma seqüência de três provas nessa região. A sexta etapa seria disputada no dia 22 de agosto de 2004 em Londrina, no Paraná.

Beto Monteiro marcou mais uma pole-position na temporada. Ao seu lado, experimentando boa fase, o piloto local Leandro Totti. Domínio dos Ford Cargo na pista paranaense. O incansável Wellington Cirino largaria na terceira posição. O vice-líder do campeonato, Roberval Andrade, largaria atrás do pelotão por conta de uma punição por excesso de fumaça em seu Scania.








No domingo, Beto Monteiro converteu sua primeira posição no grid em vitória na etapa londrinense, a terceira no campeonato, seguido por Jonatas Borlenghi de Volkswagen Titan e Wellington Cirino na terceira posição. O pernambucano consolidou sua liderança na tábua de classificação do campeonato com 121 pontos conquistados até aquela ocasião, contra 87 de Cirino, que passou Roberval Andrade por 5 pontos.

Resultado final - Londrina:

1- Beto Monteiro - Ford
2- Jonatas Borlenghi - Volkswagen
3- Wellington Cirino - Mercedes-Benz
4- Renato Martins - Volkswagen
5- Djalma Fogaça - Ford
6- Débora Rodrigues - Volkswagen
7- Vignaldo Fízio - Mercedes-Benz
8- Roberval Andrade - Scania
9- Diumar Bueno - Volvo
10- Pedro Muffato - Scania

A sétima etapa da temporada seria realizada em Cascavel, no interior do Paraná, no dia 19 de setembro de 2004. Na sexta-feira, uma notícia caiu como uma bomba para a equipe DF Motorsports: tanto o pernambucano Beto Monteiro quanto o sorocabano Djalma Fogaça foram desclassificados da etapa londrinense por conta dos espaçadores dos eixos dianteiros dos Ford Cargo estarem com uma medida fora do regulamento. Monteiro começaria a etapa de Cascavel com apenas dois pontos de vantagem no campeonato para Cirino (93 x 91 pontos).

Nos treinos classificatórios, Wellington Cirino mostrou mais uma vez a todos que era um dos pilotos mais rápidos da categoria ao marcar mais uma pole-position na temporada. A jovem aposta da equipe RM-Volkswagen, Jonatas Borlenghi conquistou o segundo melhor tempo. O líder do campeonato Beto Monteiro não deixou se abalar e marcou a terceira colocação no grid.

Na prova, Cirino converteu seu domínio na classificatória em vitória, com seu principal combatente pelo título, Beto Monteiro, chegando em segundo. O veterano bi-campeão Jorge Fleck terminou em uma ótima terceira posição com seu Volvo.

No final da prova, um fortíssimo acidente com Jonatas Borlenghi assustou a todos presentes no autódromo. No final da reta, estourou uma mangueira de água de seu Volkswagen Titan, o que o fez rodar e bater violentamente contra o guard-rail, de frente para um posto de bandeirinhas. Felizmente, graças à segurança dos caminhões da categoria, o piloto nada sofreu.

A disputa pelo título da temporada 2004, polarizada entre Cirinio e Monteiro, estava muito acirrada. Os dois pilotos iriam para a penúltima etapa do campeonato, em Tarumã, empatados em 112 pontos.

Resultado final - Cascavel:

1- Wellington Cirino - Mercedes Benz
2- Beto Monteiro - Ford
3- Jorge Fleck - Volvo
4- Renato Martins - Volkswagen
5- Geraldo Piquet - Mercedes Benz
6- Eduardo Fráguas (Mad Macarrão) - Ford
7- Beto Napolitano - Volkswagen
8- Fred Marinelli - Scania
9- Tiago Grisson - Volvo
10- Vignaldo Fizio - Mercedes Benz

Pilotos e equipes rumaram mais uma vez para o Rio Grande do Sul, para a disputa da oitava e penúltima etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, em Tarumã, no dia 7 de novembro de 2004.

No sábado de classificação, o paranaense Wellington Cirino, mantendo a tônica da temporada, marcou mais uma pole-position no ano. Dessa vez, seu companheiro na primeira fila era Renato Martins e seu VW-Titan. Na sequência do grid, três Ford Cargo: Leandro Totti, Djalma Fogaça e Beto Monteiro.



Beto Monteiro acompanhando todos os detalhes do acerto de seu Ford Cargo






Macarrão no desfile dos pilotos



Entrevista coletiva entre Roberval Andrade e Djalma Fogaça



No domingo, a corrida em Viamão foi bem movimentada. Muitas disputas por posições, acidentes com Fabiano Sperafico (Ford), Leandro Totti (Ford), Luiz Carlos Zappelini (VW) e um incêndio no caminhão VW de Débora Rodrigues mantiveram a atenção do público presente em Tarumã.







No final, o lance decisivo da prova. Na disputa pela liderança, Cirino acertou a traseira de Djalma Fogaça e assumiu a liderança da corrida. Os comissários desportivos entenderam que a atitude de Cirino era passível de punição e aplicaram 20 segundos de penalização ao piloto da ABF Competições e a vitória ficou com Djalma Fogaça. Jonatas Borlenghi terminou na segunda posição e Leandro Totti levou seu Ford à terceira colocação. Beto Monteiro fez uma corrida aquém das suas capacidades e terminou apenas na oitava colocação. Wellington Cirino, após a punição, finalizou em décimo-segundo.

Faltando apenas uma corrida para o fim da temporada, a situação do campeonato de pilotos era a seguinte: Wellington Cirino com 120 pontos, Beto Monteiro com 117 pontos, Roberval Andrade com 102 pontos e Jonatas Borlenghi com 100 pontos. Quatro pilotos e quatro marcas diferentes na disputa pelo título.

Resultado final - Tarumã:

1- Djalma Fogaça - Ford
2- Jonatas Borlenghi - Volkswagen
4- Leandro Totti - Ford
5- Renato Martins - Volkswagen
6- Geraldo Piquet - Mercedes-Benz
7- Jorge Fleck - Volvo
8- Beto Monteiro - Ford
9- Fred Marinelli - Scania
10- Fabiano Sperafico - Ford
11- Diumar Bueno - Volvo
12- Wellington Cirino - Mercedes-Benz
13- Valmir Candeu - Scania
14- Luis Carlos Lanzoni - Scania
15- Luiz Simoes - Scania
16- Pedro Muffato - Scania
17- Fabiano Brito - Volvo
18- Eduardo Fráguas (Mad Macarrão) - Ford
19- Herberto Heinen - Volvo
20- Viginaldo Fizio - Mercedes-Benz
21- Débora Rodrigues - Volkswagen
22- Jose Cangueiro - Mercedes-Benz
23- Danuza Moura - Iveco

Chegava o mês de dezembro e com ele a última etapa da Fórmula Truck, temporada 2004, que seria disputada no autódromo de Brasília, no dia 5 de dezembro. No treino classificatório, Renato Martins surpreendeu e cravou a pole-position. Geraldo Piquet colocou seu Mercedes-Benz na segunda posição e Fabiano Brito fechou em terceiro com seu Volvo. Os postulantes ao título ficaram para trás: Jonatas Borlenghi conseguiu a quinta colocação, Roberval Andrade foi o sexto, Beto Monteiro o sétimo e Wellington Cirino não conseguiu mais do que a décima-quinta posição.

Na corrida, Renato Martins venceu a prova com meio segundo de vantagem para Geraldo Piquet. Na disputa pelo título, Wellington Cirino abandonou já na primeira volta com o estouro do motor de seu Mercedes-Benz. Jonatas Borlenghi rodou e saiu da pista e Roberval Andrade terminou na terceira colocação.

Sobrou então para Beto Monteiro, que correu "com a cabeça" e terminou a prova em Brasília na quarta colocação, garantindo os pontos necessários para sagrar-se campeão da Fórmula Truck 2004.

A corrida na capital nacional ainda teve um forte acidente com o Ford Cargo de Leandro Totti, que girou a quase 200 quilômetros por hora e bateu com violência. Mais uma vez, graças à segurança dos caminhões, o londrinense não sofreu ferimentos.



Esse foi o estado em que ficou o Ford Cargo de Leandro Totti após seu acidente em Brasília



Resultado final - Brasília:

1- Renato Martins - Volkswagen
2- Geraldo Piquet - Mercedes-Benz
3- Roberval Andrade - Scania
4- Beto Monteiro - Ford
5- Beto Napolitano - Volkswagen
6- Djalma Fogaça - Ford
7- José Cangueiro - Mercedes-Benz
8- Pedro Muffato - Scania
9- Jorge Fleck - Volvo
10- Fabiano Brito - Volvo



O campeão Beto Monteiro



O resultado final do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck 2004 ficou assim:

1- Beto Monteiro (Ford)- 129 pontos
2- Wellington Cirino (Mercedes-Benz)- 120 pontos
3- Roberval Andrade (Scania)- 117 pontos
4- Renato Martins (Volkswagen)- 105 pontos
4- Jonatas Borlenghi (Volkswagen)- 100 pontos
6- Djalma Fogaça (Ford)- 62 pontos
7- Leandro Totti (Ford)- 54 pontos
8- Geraldo Piquet (Mercedes-Benz)- 49 pontos
9- Vignaldo Fízio (Mercedes-Benz)- 39 pontos
10- Jorge Fleck (Volvo)- 31 pontos
11- Beto Napolitano (Volkswagen)- 27 pontos
12- Fred Marinelli (Scania)- 24 pontos
13- Eduardo Fráguas "Mad Macarrão" (Ford)- 20 pontos
14- Débora Rodrigues (Volkswagen)- 17 pontos
15- Fabiano Brito (Volvo)- 14 pontos
16- Pedro Muffato (Scania)- 9 pontos
17- José Cangueiro (Mercedes-Benz)- 7 pontos
18- Diumar Bueno (Volvo)- 5 pontos
19- Fabiano Sperafico (Ford)- 3 pontos
20- Tiago Grison (Volvo)- 2 pontos
21- Luiz Zappellini (Volkswagen)- 1 ponto


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Lançamentos Slot.It - Classic DTM


A fabricante italiana Slot.It vem lançando uma série de modelos denominada Classic DTM, em que disponibilizará diversos modelos do campeonato alemão de turismo dos anos 90, sua época de ouro.

A reprodução dos modelos é muito fiel (tem sido um padrão da fabricante italiana) e em um intervalo de um pouco mais de um ano a marca italiana divulga / lança um novo carro.

Veja a seguir os modelos lançados até agora:


ALFA-ROMEO 155 - ALESSANDRO NANNINI 


ALFA-ROMEO 155 - MICHAEL BARTELS 



OPEL CALIBRA - MANUEL REUTER 


ALFA-ROMEO 155 - CARSTEN STRUWE 





MERCEDES-BENZ 190 EVOLUTION



ALFA-ROMEO 155 - JASON WATT 




OPEL CALIBRA - KLAUS LUDWIG 




OPEL CALIBRA - KEKE ROSBERG 






ALFA-ROMEO 155 - NICOLA LARINI


Para quem não conhece ou não lembra do DTM / ITC, segue um vídeo extraído do Youtube, do acervo dos irmãos Neri, da etapa brasileira do ITC do ano de 1996.








sábado, 16 de dezembro de 2017

Bologna Motor Show 1992 - vídeos


Já que fizemos uma postagem especial sobre o Formula One Indoor Trophy, realizado no Bologna Motor Show, seguem 4 vídeos da chuvosa e fria edição de 1992, publicados no Youtube pelo Blog "Corridas Completas". A se destacar as sensacionais traseiradas e passadas de giro perceptíveis nos áudios dos vídeos.


















terça-feira, 12 de dezembro de 2017

WTCC se torna WTCR em 2018


Depois de um campeonato muito disputado, o sueco Ted Björk conquistou, na última etapa no circuito de Losail (Qatar), o título de pilotos da temporada 2017 do WTCC, o mundial de carros de turismo. De quebra, a Volvo grampeou também o título de construtores.

A conquista foi cercada de muito festejo e alegria, mas para os envolvidos diretos com o campeonato, equipes, pilotos, organizadores e imprensa, uma pergunta pairava no ar: quais seriam os rumos do campeonato em 2018. Essa desconfiança tinha suas particulares razões: nos últimos anos, os times oficiais de fábrica deixaram o WTCC e migraram para outras categorias, principalmente depois da última mudança de regulamento, que trouxe de carona aumento de custos para as equipes.

Nesse bojo, pilotos de renome e talento e o principal, os patrocinadores, começaram a perder interesse. Um dos termômetros desses fatos foi a média de 16 carros no grid desta temporada e a participação oficial de fábrica apenas da Honda e da Volvo.

Rapidamente a dúvida em relação ao destino do campeonato mundial de carros de turismo se dissipou. Essa semana, através das redes sociais, a página oficial do WTCC divulgou um vídeo (vide abaixo) em forma de esquete, onde os artistas são pilotos de gabarito do turismo mundial como José Maria "Pechito" Lopez, Gabriele Tarquini, Tom Coronel, Yvan Müller, Ted Björk e Tiago Monteiro. Com o o título "Race in Peace. WTCC 2005 - 2017", o vídeo revela ao final a fusão do WTCC com o TCR Internacional Series, certame de turismo criado em 2015 e que utiliza hatchback´s médios de diversas marcas.








O TCR cresceu em popularidade nos últimos dois anos com uma proposta de regulamento simples, custos acessíveis e farta oferta de modelos. Resta saber quais pilotos e equipes participarão deste novo campeonato. Dúvidas que com certeza serão respondidas até a estreia do certame, em abril de 2018. Certo mesmo é que o regulamento técnico e os carros a serem utilizados serão do atual TCR Series. O que fica de positivo é que, com esta fusão, o mundial de turismo ganha sobrevida e força para mais anos de disputas.



sábado, 25 de novembro de 2017

Formula One Indoor Trophy - Bologna Motor Show


Em tempos atuais de uma Fórmula 1 com treinos extras proibidos e muita restrição e segredos entre as equipes, fica até difícil imaginar que já houve um evento em formato de competição reunindo carros e pilotos da principal categoria do automobilismo mundial em um Salão do Automóvel. Pois isso aconteceu de fato entre 1988 a 1996, na Itália. Era o Formula One Indoor Trophy, evento extra-campeonato realizado nas cercanias do local do Bologna Motor Show, tradicional Salão do Automóvel italiano que acontece no mês de dezembro e, portanto, no final da temporada do principal certame de automobilismo do mundo.


O formato da competição era composto por eliminatórias de quartas-de-final, semi-final e final. O traçado era travado e apertado, delineado por zebras altas pregadas no chão e barreiras de pneus, com uma extensão total de 1.300 metros e 12 curvas.





O traçado de 1.300 metros era apertado, travado e desafiador. Os números marcados no traçado demonstram as velocidades que os Fórmula 1 alcançavam



As equipes mandavam o seu efetivo oficial para a competição, bem como os carros que haviam disputado a temporada corrente. Em uma competição realizada na Itália, era de se esperar pilotos e equipes do país da bota fossem a maioria na disputa, porém tivemos pilotos de outras nacionalidades, inclusive brasileiros, tomando parte deste evento. Inclusive, o Brasil conquistou uma taça com Rubens Barrichello em 1993.


A primeira edição do torneio aconteceu em 1988 e contou com a participação de cinco equipes, todas italianas: FIRST (188 - motor Judd), Osella (FA1/L - motor Osella 890T 1.5 V8T), Dallara (188 A - motor Ford Cosworth V8), EuroBrun (ER188 - motor Ford Cosworth V8) e Minardi (M188 - motor Ford Cosworth V8).


Na Dallara, a pilotagem ficou por conta de Alex Caffi. Fabrizio Barbazza representou a EuroBrun e o piloto de Giulianova Gabriele Tarquini guiou para a FIRST. A Osella convocou Nicola Larini e a Minardi foi o única a levar dois bólidos para Bologna, com Pierluigi Martini e o único piloto não italiano da competição, o espanhol Luis Perez-Sala.







Em diversos cliques, o FIRST equipado com motor Judd de Gabriele Tarquini



Depois da primeira etapa do torneio, as quartas de finais, as semi-finais foram disputadas entre Sala e Larini e Caffi contra Martini. Passaram para a final Caffi e Sala, com o espanhol sagrando-se campeão. Foi o primeiro de quatro títulos da equipe capitaneada por Giancarlo Minardi.



Perez-Sala e a Minardi: vencedores da primeira edição do torneio


Para 1989, novamente 5 times participaram do torneio, todos italianos: Osella-Ford (Andrea Chiesa (Suíça) e Enrico Bertaggia (Itália)), Minardi-Ford (Pierluigi Martini (Itália) e Luis Perez-Sala (Espanha)), EuroBrun-Judd (Claudio Langes (Itália)), Scuderia Itália/Dallara-Ford (Andrea de Cesaris (Itália)) e Coloni-Ford (Pierre Henri Raphanel (França)).


Após as eliminatórias de quartas e semi-finais, a dupla da Minardi fez a final e o espanhol Sala conquistou o bicampeonato.


Em 1990, mais uma vez somente equipes italianas tomaram parte troféu. A campeoníssima Minardi-Ford desta vez recrutou apenas um piloto, o jovem italiano Gianni Morbidelli. A Dallara/Scuderia Italia contou com o boa-praça finlandês J. J. Letho. A Osella-Ford foi pilotada pelo francês Olivier Grouillard. Duas equipes vieram com duplas, a EuroBrun-Judd cotou com os italianos Andrea Montermini e Domenico Schiattarella e a Coloni-Ford foi representada pelo italiano Paolo Coloni e pelo português Pedro Matos Chaves.


A Minardi conquistou o tricampeonato seguido com o jovem Morbidelli, após batalhar na final contra o francês Grouillard da Osella.


Em 1991, o Formula One Indoor Trophy teve a primeira participação de uma equipe não italiana. A Lotus, equipada com motor Judd, mandou para Bologna o promissor inglês Johnny Herbert. As demais equipes participantes eram todas italianas: Andrea Moda-Ford, com o jovem Antonio Tamburini, a Fondmetal-Ford trouxe de volta Gabriele Tarquini e a Minardi recrutou o campeão do ano anterior, Gianni Morbidelli e a novidade Marco Apicella. Por fim, a Scuderia Italia/Dallara veio novamente com o finlandês J. J. Letho.




Herbert e sua Lotus




Bonito bólido da Andrea Moda, a bordo o italiano Antonio Tamburini



A disputa foi muito interessante e com um ótimo nível. A semi-final foi disputada entre Tarquini e Letho e Herbert contra Tamburini. Passaram para a final Tarquini e Herbert e o título de 1991 ficou para o italiano da Fondmetal, a primeira equipe vencedora depois do tricampeonato da Minardi.




O pódio da edição de 1991, da esquerda para a direita: Herbert, Tarquini e Lehto.



Em 1992, a chuva foi a protagonista do evento. Caiu muita água em Bologna, dificultando ainda mais a competição no traçado travado. A quantidade de equipes participantes diminuiu para quatro. Emanuele Naspetti conduziu a March-Ilmor na primeira participação da equipe inglesa no torneio. Christian Fittipaldi foi o primeiro brasileiro a participar da competição, pela Minardi, ao lado do Italiano Alessandro Zanardi. A Dallara/Scuderia Itália trouxe uma excelente dupla de pilotos: J. J. Lehto e o experiente Michele Alboreto. Por fim, a Lotus voltou com o fiel escudeiro Johnny Herbert.




Lehto no meio do aguaceiro com sua Dallara




Christian Fittipaldi e a belíssima Minardi. O brasileiro foi eliminado por Lehto na semifinal



Herbert fez a final com Lehto e conquistou o título para a Lotus, que nessa época começava a entrar em uma decadência de resultados na categoria máxima do automobilismo.




O campeão do Formula One Indoor Trophy na edição de 1992, Johnny Herbert. Note a curiosidade do amortecedor dianteiro exposto na lateral da carenagem do cockpit



Para 1993, teríamos a participação de mais um brasileiro, o paulista Rubens Barrichello, que havia estreado na Fórmula 1 naquele ano pela Jordan. A equipe irlandesa cedeu mais um carro para o obscuro e desconhecido italiano Vittorio Zoboli. A Minardi-Ford participou com Pierluigi Martini e a Lola/Scuderia Itália/Ferrari contou com Michele Alboreto e Fabrizio Barbazza. Apenas 3 equipes tomaram parte do torneio.




O pódio da edição de 1993, com Barrichello no topo do pódio, ladeado pelo segundo colocado Pierluigi Martini e o desconhecido Vittorio Zoboli.



Barrichello mostrou o talento jovem e sagrou-se campeão na final contra o experiente Pierluigi Martini. Zoboli aproveitou o bom acerto e a potência do motor Hart da Jordan para finalizar o torneio em terceiro.



Em 1994, não houve competição no Bologna Motor Show. Para 1995, apenas duas equipes participaram: Minardi e estreante Forti-Corse. Cada equipe levou três carros. Na Minardi, participaram Luca Badoer, o jovem e rápido Giancarlo Fisichella e Pierluigi Martini. A Forti Corse trouxe Andrea Montermini, Giovanni Lavaggi e Vittorio Zoboli. Luca Badoer foi o vencedor.




Andrea Montermini escapou e "pregou" a Forti Corse nos pneus






O desconhecido Vittorio Zoboli à bordo da Forti Corse





O campeão de 1995: Luca Badoer da Minardi. Foi o quarto título da equipe italiana no torneio, a maior vencedora



O ano de 1996 foi o último do Formula One Indoor Trophy. E justamente no "apagar das luzes", duas fortes equipes participaram: Ligier e Benetton. A equipe francesa, que contava com o forte motor Mugen-Honda V10, contou com a pilotagem do japonês Shinji Nakano e da revelação francesa Olivier Panis. A Benetton contou com a jovem dupla italiana Giancarlo Fisichella e Jarno Trulli. A Minardi, tradicional participante do torneio, teve na pilotagem do brasileiro Tarso Marques e do italiano Giovanni Lavaggi.




O brasileiro Tarso Marques no apertado cockpit da Minardi, no aguardo para entrar em ação




Foi um torneio bastante acidentado, com pancadas de Shinji Nakano (Ligier)...





... e Jarno Trulli (Benetton), que decepcionou mesmo tendo o melhor carro da competição



O jovem Fisichella, que corria na sua temporada de estréia pela Minardi na Fórmula 1, sagrou-se campeão do Formula One Indoor Trophy de 1996.



O pódio da edição de 1996: Fisichella (de macacão azul), Lavaggi (à esquerda, de macacão branco) e Tarso Marques (à direita, em segundo plano)



A partir de 1997, infelizmente o torneio com os carros e equipes da Fórmula 1 não foi mais realizado em Bologna.