segunda-feira, 29 de maio de 2017

Do fundo do Baú - ITC Estoril 1995 e os pilotos portugueses




Ni Amorin sai da parabólica em direção à reta do Estoril



O DTM (Deutsche Touringwagen Masters, ou Campeonato Alemão de Turismo) atingiu o seu auge como campeonato, em sua primeira fase, no ano de 1995. Nesse ano o campeonato alemão dividiu as corridas com o ITC (Internacional Touring Cars Championship), criado pela FIA, interessada na expansão mundial do campeonato. As equipes e pilotos eram os mesmos que tomavam parte do DTM, porém em algumas provas pilotos locais eram convidados a participar, como foi o caso, por exemplo, de Markko Allen, ex-piloto de Rally da Finlândia, que participou da corrida de rua de Helsinki a bordo de uma Alfa-Romeo 155.



Uma das etapas do ITC em 1995 foi no tradicional circuito de Estoril, em Portugal, no mês de agosto. A expectativa junto aos aficcionados do país era muito grande e a etapa sendo disputada na época das férias dos portugueses aumentou ainda mais a importância da prova. Para esta corrida, além da presença habitual do português Ni Amorin, que correu a temporada com um Opel Calibra do Team Joest, o "patrício" Pedro Couceiro foi convidado pela equipe Euroteam a guiar uma Alfa-Romeo 155 nas duas baterias da etapa portuguesa.


Na primeira bateria, terminou a prova na 19ª e penúltima posição, logo atrás do seu compatriota Ni Amorim. Já na segunda bateria, abandonou a prova faltando 3 voltas do final. Pilotando um modelo do ano anterior, ainda como câmbio tradicional em "H", diferentemente dos câmbios seqüenciais dos demais competidores, Couceiro não pode demonstrar toda a sua habilidade, mas, foi a partir de então que o piloto português iniciou sua carreira em carros de turismo.










Alguns momentos de Pedro Couceiro na etapa de Portugal do ITC 1995


segunda-feira, 20 de março de 2017

Do Fundo do Baú - close para o segundo colocado das 12 Horas de Sebring de 1999


Um trio de pilotos experientes e velozes (Dirk Muller (ALE), Thierry Boutsen (BEL) e Bob Wollek (FRA) e um carro confiável (Porsche 911 GT1 EVO). Estes atributos foram suficientes para a equipe americana Champion Racing faturar a quarta posição na classificação geral das 12 Horas de Sebring de 1999, desbancando diversos protótipos LMP, favoritos às primeiras posições da prova. No foto, um close no modelo alemão multicolorido da equipe norte americana.



Do Fundo do Baú - Antonio Hermann de Ferrari 333 SP nas 12 Horas de Sebring em 1997


O brasileiro Antonio Hermann foi um dos pilotos brasileiros, ao lado de Maurizio Sandro Sala, Regis Schuch, André Lara Rezende, Flavio Trindade e Thomas Erdos que desbravaram nos anos 90 o mundo nas corridas de longa duração. Em 1997, Hermann dividiu a pilotagem da fantástica Ferrari 333 SP com os pilotos Didier Theys (BEL) e os italianos Andrea Montermini e Gianpiero Moretti, o dono da equipe e fundador da Momo, tradicional marca de artigos para corrida (volantes, rodas, bancos, macacões, sapatilhas, luvas). A combinação de cores vermelha e amarela tornou-se umas das cores mais tradicionais de carros de corrida da história. Na prova, apesar de ter largado na terceira posição, um acidente alijou da disputa o quarteto da equipe italiana.



Do Fundo do Baú - 12 Horas de Sebring de 1999 - promissores abandonam


A BMW Motorsport inscreveu dois protótipos BMW V12 LMR para as 12 Horas de Sebring de 1999. Construído em uma parceria com a equipe Williams de Fórmula 1 e a G-Force, o modelo de carroceria aberta contava com o poderoso motor de 12 cilindros dispostos em V e 6 litros de deslocamento, oriundo do McLaren F1. O carro número 42, pilotado pela trinca J. J. Letho (FIN), Tom Kristensen (DIN) e Jörg Müller (ALE) foi o vencedor da prova. Já o carro número 43, que aparece no canto direito da foto, pilotado pelo trio Yannick Dalmas (FRA), Joachim Winkelhock (ALE) e Pierluigi Martini (ITA) não teve a mesma sorte: abandonou a prova por acidente. Mas o jogo para o trio mudaria em mais alguns meses, quando venceriam as 24 Horas de Le Mans daquele ano.

Na mesma foto, o protótipo branco, azul e vermelho é um Riley & Scott da equipe Rafanelli, de construção americana, equipado com uma usina Judd V10 de 4 litros e pneus japoneses da marca Yokohama, pilotado pelos belgas Eric van de Poele e David Saleens e pelo tcheco Tomas Enge. Apesar de ter largado na segunda posição, o protótipo abandonou a prova por conta de um vazamento de óleo.




domingo, 19 de março de 2017

Do Fundo do Baú - Audi R8 de equipe particular garante pódio nas 12 Horas de Sebring de 2002


Inscrito pela equipe americana Champion Racing e contando com a pilotagem da experiente trinca Andy Wallace (ING), Jan Lammer (HOL) e Stefan Johansson (SUE), o Audi R8 branco da foto alcançou a segunda posição na edição de 2002 das 12 Horas de Sebring, uma volta atrás do vencedor, o Audi número 2 inscrito pela fábrica.




sábado, 18 de março de 2017

Do Fundo do Baú - Audi vence as 12 Horas de Sebring de 2002 com o R8


No começo da década de 2000, a Audi Sport começava a consolidar a sua posição de marca dominante nas provas de longa duração. Em 2002, o trio formado pelos italianos Christian Pescatori, Rinaldo "Dindo" Capelo e pelo inglês Johnny Herbert percorreram 346 voltas e venceram as 12 Horas na mítica pista americana de Sebring. Na segunda posição, a uma volta atrás, chegou outro protótipo alemão, porém da equipe particular Champion Racing, dos Estados Unidos.



Do Fundo do Baú - Riley & Scott garante pódio na maratona das 12 Horas de Sebring em 2002


A equipe americana Jim Mattews Racing contou com a pilotagem do belga Marc Goossens, do inglês Guy Smith e do próprio dono da equipe, Jim Mattews, para chegar na terceira posição em Sebring 2002. O protótipo de fabricação americana Riley & Scott MKIII C na predominante cor branca foi equipado com o poderoso motor V8 de 6 litros, da marca Lincoln\Élan.



Do Fundo do Baú - Konrad vence as 12 Horas de Sebring de 1995 na sua categoria


Apenas dois protótipos da categoria Le Mans World Sports Car (WSC) foram inscritos para a disputa das 12 Horas de Sebring de 1995, ambos Kremer Porsche 962 Spyder. Um deles pertencia à equipe alemã Konrad, que por tradição sempre teve ligações com pilotos brasileiros. O trio de pilotos para a disputa tinha, além do "patrão" alemão  Franz Konrad, o brasileiro Antonio Hermann e o alemão Edgard Schuster. Largaram na 18ª posição e terminaram em oitavo na classificação geral, vencendo na categoria em que corriam.



Do Fundo do Baú - Ótimo resultado para a Audi nas 12 Horas de Sebring 1999


A Audi Sport, através da tradicional equipe Joest, entrou "de cabeça" nos campeonatos e provas de longa duração a partir de 1999, com dois tipos de modelos, o Audi R8C (protótipo aberto) e o R8R, modelo fechado. Nas 12 Horas de Sebring daquele ano, a trinca formada pelos italianos Michele Alboreto, Rinaldo "Dindo" Capello e o sueco Stefan Johansson utilizaram o protótipo aberto e terminaram na terceira posição, a apenas 3 voltas do líder. A Audi inscreveu mais um R8R na prova, que terminou na quinta posição. É bom lembrar que o Audi R8R fechado foi o modelo-base para o Bentley Speed 8 que venceu as 24 Horas de Le Mans de 2003.




domingo, 12 de março de 2017

Do Fundo do Baú - Porsche 914/6 na sexta posição nas 24 Horas de Le Mans


Na foto, o Porsche 914/6, vencedor na classe GT 2 litros e sexto colocado na classificação geral das 24 Horas de Le Mans de 1970. Um feito e tanto para a dupla francesa Claude Ballot-Lena e Guy Chasseuil e a equipe Établissement Sonauto.