sábado, 26 de março de 2022

DTM Courier Picape – Divisão de Turismo Metrocar - Introdução


O formato de categoria monomarca é muito difundida no automobilismo de competição, por trazer consigo diversas facilidades e atrativos, como por exemplo custos reduzidos, facilidade de padronização, equilíbrio desportivo e também a possibilidade maior de ter o apoio oficial de uma fábrica de automóveis.


Certamente com alguns destes predicados no pensamento, o piloto e empresário paulista Eduardo Homem de Mello criou, em parceria com Sérgio Chamon, na segunda metade da década de 90 a Copa Corsa Metrocar. A categoria utilizava o pequeno hatch fabricado pela General Motors do Brasil e foi sucesso de crítica, público e principalmente entre os pilotos. Mello competia desde o ano de 1977, quando iniciou as competições no kartismo. Correu por diversas categorias, foi bicampeão da Fórmula 200 (Karts carenados e bem potentes), venceu nas Mil Milhas e levou campeonatos também na Copa Corsa Metrocar.




Os primeiros esboços da Ford Courier de corrida



No início dos anos 2000, com todo o "know-how" adquirido anteriormente, principalmente na Copa Corsa, Eduardo Homem de Mello, mais uma vez em parceria com Sérgio Chamon, cria uma categoria monomarca. Dessa vez, a novidade seria a utilização de picapes. Era criada, para a temporada de 2001, a DTM Courier Picape, a primeira categoria monomarca de picapes do Brasil, que utilizava a Ford Courier, utilitário derivado do Fiesta. A sigla DTM, nada tinha relação com o Deutsche Touringwagen Masters, a sigla do Campeonato Alemão de Turismo. Tratava-se da Divisão de Turismo da Metrocar, concessionário de venda de veículos de São Paulo.







Eduardo Homem de Mello, que foi o responsável pela gestão da categoria de 2001 até 2005, respondeu algumas perguntas para mim na rede social Twitter, e nos deu informações interessantes sobre a DTM Courier Picape. Aspas para ele: "criei a categoria com tempo determinado de duração. Fiz isso para que os interessados pudessem avaliar com precisão sobre o valor investido na compra do carro. Por contrato, seriam cinco temporadas - de 2001 a 2005 -, com 11 etapas em cada temporada. Entreguei um total de 55 corridas realizadas nesses anos, além da transmissão de televisão nas corridas que foram preliminares da Fórmula Truck, além de um custo muito acessível para os pilotos. Importante ressaltar que batemos o recorde mundial de picapes em um grid, com 47 carros largando em uma preliminar da Fórmula Truck, em Interlagos."


A programação no primeiro ano era que a categoria fizesse parte integrante da programação do Campeonato Paulista de Automobilismo, com todas as 11 etapas sendo realizadas no Autódromo de Interlagos. O carro escolhido era a Ford Courier, que utilizaria motorização de 1.600cm³, de oito válvulas e 135 cavalos de potência aproximada. A preparação e equalização dos propulsores seria de responsabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia, parceria idêntica à que foi feita com a Fórmula Chevrolet. Os carros seriam financiados pelo Banco Ford e já chegariam aos competidores com todas as mudanças necessárias para entrar na pista. O custo total, já inclusos os kits aerodinâmicos instalados na picape, ficava em torno de 18 mil reais, em valores de 2001. Outro grande atrativo seria a transmissão pelo canal de esportes por assinatura ESPN Brasil.





O evento de apresentação da categoria




"A criação de uma competição com este tipo de picape é uma novidade no país e isso atraiu muitos pilotos", falava animado um dos organizadores do evento, Sérgio Chamon, em entrevista para a revista Racing, no evento de apresentação da categoria. Na ocasião, uma Courier que seria utilizada no campeonato estava exposta no local. Assim, foi possível ver as principais modificações realizadas para que a picape se tornasse um carro de corridas. Internamente, banco concha, extintor, barras do Santo-Antônio, volante e instrumentos especiais, além do cinto de segurança de competição estavam devidamente instalados. Externamente era possível ver as rodas especiais de liga montadas em pneus radiais, aerofólios, saias laterais e a cobertura de fibra da caçamba.


Eduardo Homem de Mello também falou à equipe de reportagem da revista Racing: "todos os pontos positivos de promoção e organização de evento que utilizamos na Copa Corsa Metrocar foram repassados para a DTM Picape. E estas duas categorias serão as melhores opções para aqueles que quiserem participar de corridas da categoria Turismo no país."









A lista dos primeiros inscritos para a primeira temporada da DTM Courier Picape estava assim composta: Paulo Rovella, Luís Corazzari, Robson Vieira, Nelson Donato Jr., Paulo Tavares, Fábio Sotto Mayor, Belmiro Luís Ferreira Jr., João Marcelo, Marcos Paioli, Flávio Cecolin, Cláudio Gontijo, Augusto Faletti, Leonardo Burti, Fábio Carreira, Gilberto Podboi, Sérgio Bürger, Ricardo Matarazo, Sérgio Chamon e Eduardo Homem de Mello.


Com os pilotos inscritos, carros prontos, regulamento aprovado e calendário agendado, era a hora de dar início à primeira temporada. Mas isso é assunto para a próxima postagem.




Os detalhes da Courier de corrida






Aerofólio e tampa de fibra na caçamba














O cockpit da Courier de corrida



domingo, 6 de março de 2022

Campeonato Brasileiro de Ford Fiesta Feminino - 2001



O final dos anos 90 e início dos anos 2000 no automobilismo nacional passou por um fenômeno muito interessante: a criação de categorias voltadas exclusivamente para a disputa de mulheres. Em 1996, tivemos a realização da Copa Corsa Feminina, categoria liderada por Maria Helena Fittipaldi, ex-esposa de Emerson. Em 1998, foi criada a Fórmula Uno Feminina, que fazia parte da programação da Fórmula Fiat de Turismo. As garotas correram de Fiat Uno 1.6 e, apesar da boa ideia e do relativo sucesso, a categoria durou apenas um ano.


E em 2001, depois de ter idealizado e realizado a Corsa Feminina, Maria Helena, através da AMPACOM (Associação das Mulheres-Pilotos de Automobilismo de Competição), e com o apoio da Confederação Brasileira de Automobilismo e da Ford do Brasil – que forneceu os veículos -, criou a Ford Fiesta Feminino. O certame ainda contou com o valioso apoio técnico do Centro de Pilotagem Roberto Manzini, o responsável por dar suporte para as pilotos – principalmente para as estreantes – bem como por realizar a preparação dos carros.




Maria Helena Fittipaldi testando o Ford Fiesta de corrida antes do início da temporada



O carro escolhido para a disputa do campeonato foi o Ford Fiesta hatch de 4 portas. O formato técnico determinava que todos os carros teriam preparação igual e equalizada. O motor utilizado era o excelente Zetec 4 cilindros, 1.6 litros e 16 válvulas, que com a preparação e reprogramação passou dos originais 95 para 105 cavalos de potência. O sistema de escapamento utilizado era especial, a suspensão também passou por um retrabalho e os freios foram redimensionados. Os carros foram equipados com rodas da marca Scorro, de liga leve, montadas em pneus radiais. Por fim, equipamentos de segurança como cintos de 6 pontos, banco concha, santo-antônio e sistema de extinção de incêndio foram instalados nos Fiestas.




A gaúcha Maria Cristina Rosito - a experiência ajudou nas disputas da temporada



A categoria atraiu muitas pilotas, de diversos níveis de experiência. O campeonato, ao longo do ano de 2001, teve a participação das seguintes pilotas: Suzane Carvalho, Danuza Moura, Juliana Carreira, Patricia de Souza, Mara Feltre, Alexandra Silva, Andrea Borghesi, Patricia Vega, Maria Cristina Moreira, Maria Cristina Rosito, Peggy Ann Bauer, Erika Piedade, Laurimele Pagy, Luciana Sarkis, Renata Rabelo, Andrea Klotz, Helena Deyama, Carmen Fontes, Carolina Hanashiro, Anita Negrão, Bia Crestani, Tatiana Bandeira, além das argentinas Delfina Frers e Soledad Derfler.


A primeira etapa da história da primeira – e única – temporada do Campeonato Brasileiro de Ford Fiesta feminino, foi realizada no interior do estado do Paraná, na cidade de Londrina.







1ª Etapa – Londrina (PR) – 17 de junho de 2001


A gaúcha Maria Cristina Rosito entrou para a história ao conquistar a primeira pole position da história da categoria, com o tempo de 1min40s667. A pernambucana Danuza Moura conquistou o segundo melhor tempo, com a marca de 1min40s738. Rosito deu sua palavra para o site SpeedOnline: “foi uma briga boa, decidida nos detalhes. Era a primeira vez que todas nós andávamos nestes carros, e tive menos tempo ainda que as outras meninas para me adaptar, pois a junta homocinética do meu carro deu problemas nos dois treinos libres e só consegui dar oito voltas antes da classificação.”


E a chuva apareceu no domingo para a disputa da primeira corrida da Fiesta Feminina. Na largada, a pole position Maria Cristina Rosito se atrasou e foi ultrapassada por Juliana Carreira. A partir daí e por toda a corrida, as duas travaram um duelo bem acirrado pela vitória, com direito a toques e batidas. Foi um total de oito trocas de posição pela liderança entre Rosito e Carreira, que cruzou a linha de chegada em primeiro, mas foi punida por atitude anti-desportiva por uma batida em Rosito. A gaúcha entrou para a história mais uma vez, agora pela vitória na primeira corrida da categoria.




Muita chuva em Londrina



Rosito deu sua palavra para o site SpeedOnline e falou principalmente sobre a disputa com Juliana Carreira: “meu carro acabou a prova com a traseira toda amassada. É normal em provas de turismo haver algum tipo de contato, mas ela exagerou, me botou em situação de real perigo várias vezes. Se eu reagisse da mesma forma uma das duas capotaria, ou as duas, mas preferi confiar nos comissários de prova, que agiram como deveriam agir. Estou muito feliz de iniciar um campeonato de âmbito nacional com vitória, e fiquei surpresa com o bom nível das estreantes. Acho que até o fim do ano elas vão estar emboladas com a gente.”


Resultado final:


1º - Maria Cristina Rosito
2º - Juliana Carreira
3º - Patrícia de Souza
4º - Mara Feltre
5º - Suzane Carvalho
6º - Alexandra Silva
7º - Andréa Borghesi
8º - Patrícia Vega
9º - Maria Cristina Moreira
10º - Peggy Ann Bauer



2ª Etapa – Caruaru (PE) – 15 de julho de 2001


A pequena pilota pernambucana Danuza Moura foi o nome da segunda etapa da Fiesta Feminina em Caruaru. Correndo em casa, Danuza tratou logo de conquistar a pole position. Danuza largou bem mas não teve sossego. Ela sofreu pressão forte da experiente gaúcha Maria Cristina Rosito nas voltas iniciais, mas conseguiu abrir vantagem e no final, ao cruzar a linha para a vitória, já tinha seis segundos de vantagem. A mineira Mara Feltre finalizou a prova em uma ótima terceira colocação.




Danuza Moura venceu em casa



Resultado final:


1º - Danuza Moura - 15 voltas em 29min11s980
2º - Maria Cristina Rosito
3º - Mara Feltre
4º - Andréa Borghesi
5º - Patrícia de Souza
6º - Andréa Klotz
7º - Peggy Ann Bauer
8º - Patrícia Vega
9º - Maria Cristina Moreira
10º - Tatiana Bandeira


Classificação do campeonato até o momento:


1ª - Maria Cristina Rosito - 35 pontos
2ª - Mara Feltre – 22 pontos
3ª - Danuza Moura / Patrícia de Souza – 20 pontos
4ª - Juliana Carreira – 15 pontos
5ª - Andréa Borghesi – 14 pontos
6ª - Suzane Carvalho – 8 pontos
7ª - Andréa Klotz / Alexandra Coelho / Patrícia Vega – 6 pontos
8ª - Peggy Ann Bauer – 5 pontos
9ª - Maria Cristina Moreira – 4 pontos
10ª - Tatiana Bandeira - 1 ponto



3ª Etapa – Cascavel (PR) – 12 de agosto de 2001


A gaúcha Maria Cristina Rosito mostrou que era uma das grandes forças para a disputa do título ao vencer a terceira etapa do ano em Cascavel, no interior do Paraná. Foi a segunda vitória de Rosito em três corridas realizadas, o que deixou a gaúcha com uma liderança confortável na tabela de pontuação das pilotas.




Rosito comemorando mais um triunfo



Resultado final:


1ª - Maria Cristina Rosito
2ª - Patrícia de Souza
3ª - Mara Feltre
4ª - Andréa Borghesi
5ª – Peggy Ann Bauer
6ª – Bia Crestani
7ª – Maria Cristina Moreira
8ª – Danuza Moura


Classificação do campeonato até o momento:


1ª - Maria Cristina Rosito - 55 pontos
2ª - Patrícia de Souza – 35 pontos
3ª - Mara Feltre – 34 pontos
4ª - Andréa Borghesi – 24 pontos
5ª - Danuza Moura – 23 pontos
6ª - Juliana Carreira – 15 pontos
7ª - Peggy Ann Bauer – 13 pontos
8ª - Maria Cristina Moreira – 9 pontos
9ª - Suzane Carvalho – 8 pontos
10ª - Andréa Klotz / Alexandra Coelho / Patrícia Vega / Bia Crestani – 6 pontos
14ª - Tatiana Bandeira - 1 ponto



4ª Etapa – Interlagos (SP) - 27 de outubro de 2001


A quarta e a quinta etapas da Fiesta Feminina foram disputadas em rodadas duplas no circuito de Interlagos, sendo a quarta etapa no sábado e a quinta etapa, no domingo. Maria Cristina Rosito continuou dominante, agora em Interlagos, na disputa da quarta etapa do ano. Em um fim de semana ensolarado na capital paulista, a gaúcha venceu e foi seguida pela carioca Suzane Carvalho. A pole position dessa etapa foi conquistada pela pernambucana Danuza Moura.



Maria Cristina Rosito feliz com a vitória



Resultado final:


1ª – Maria Cristina Rosito – 11 voltas em 26min44s070 – média de 105,982 Km/h
2ª – Suzane Carvalho
3ª – Mara Feltre
4ª - Delfina Frers
5ª – Danuza Moura
6ª – Andréa Borghesi
7ª – Helena Deyama
8ª – Carmen Fontes
9ª - Laurimele Pagy
10ª - Carolina Hanashiro
11ª – Anita Negrão
12ª – Patricia Vega
13ª – Patricia de Souza
14ª - Soledad Derfler
15ª - Peggy Ann Bauer
16ª – Bia Crestani



5ª Etapa – Interlagos (SP) - 28 de outubro de 2001


A quinta etapa foi disputada no domingo e as posições de largada foram de acordo com os resultados finais da quarta etapa. A briga inicial pela ponta estava polarizada entre Rosito de Suzane Carvalho. Suzane mais à frente teria um acidente com a mineira Mara Feltre, na reta oposta. O carro da Mara Feltre ficou bem avariado e ela abandonou a prova. Já Suzane Carvalho passou a imprimir um ritmo de prova de recuperação. A partir desse ponto, a briga pela liderança estava entre Maria Cristina Rosito e Danuza Moura. A pernambucana supera Rosito na última volta e vence a corrida. Depois da prova, os comissários desportivos puniram Suzane Carvalho e Maria Cristina Rosito por atitudes anti-desportivas.




Danuza Moura pronta para a vitória




Resultado final:


1ª – Danuza Moura
2ª – Andréa Borghesi
3ª - Delfina Frers
4ª – Patricia de Souza
5ª – Maria Cristina Rosito
6ª - Soledad Velfres
7ª - Peggy Ann Bauer
8ª - Carmem Fontes
9ª - Helena Deyama
10ª - Laurimele Pagy


Classificação do campeonato até o momento:


1ª - Maria Cristina Rosito - 83 pontos
2ª - Danuza Moura – 51 pontos
3ª - Mara Feltre – 46 pontos
4ª - Patrícia de Souza / Andréa Borghesi – 45 pontos
6ª - Suzane Carvalho – 23 pontos
7ª - Delfina Frers – 22 pontos
8ª – Peggy Ann Bauer – 17 pontos
9ª - Juliana Carreira – 15 pontos
10ª - Cristina Moreira - 8 pontos



Interlagos (SP) – 9 de dezembro de 2001


Depois de uma etapa cancelada para que os carros da categoria pudessem passar por manutenções, a Fiesta Feminino realizou a etapa em dezembro. Maria Cristina Rosito, muito perto de levar para casa a taça de campeão, começou bem o fim de semana cravando a pole position para a etapa. O grid de largada ficou assim:


1ª - Maria Christina Rosito - 2min16s174 - média de 113,493 km/h
2ª - Mara Feltre - 2min16s605
3ª - Andréa Borghesi - 2min6s688
4º - Peggy Ann Bauer - 2min18s131
5ª - Delfina Flers - 2min19s043
6ª - Patricia Vega - 2min19s254


O domingo foi de muita chuva em São Paulo. Maria Cristina Rosito largou bem e conseguiu manter a liderança, com Mara Feltre bem próxima. Na quinta volta, A mineira Mara Feltre finalmente ultrapassou Rosito e seguiu para sua primeira vitória na temporada. Com a segunda colocação, Maria Cristina Rosito chegou a 118 pontos e garantiu o título de campeã do Campeonato Brasileiro de Ford Fiesta Feminino de 2001, a única edição da história dessa categoria a ser realizada.




A campeã, Maria Cristina Rosito



Resultado final:


1ª - Mara Freire - 10 voltas em 25m24s449 - média de 101,380 km/h
2ª - Maria Cristina Rosito
3ª - Andréa Borghesi
4ª - Danuza Moura
5ª - Delfina Frers
6ª - Peggy Ann Bauer Silva
7ª - Patrícia Vega
8ª - Erika Piedade
9ª - Laurimele Pagy
10ª - Cristiane Gonçalves
11ª - Anita Negrão



Mais imagens da temporada:



Pódio com Danuza Moura ao centro, cercada por Maria Cristina Rosito e Mara Feltre





Andréa Borghesi





Andréa Klotz






Carolina Hanashiro






Interior do Fiesta de corrida: painel e volante originais, banco e cintos de competição e santo-antônio





A pernambucana Danuza Moura





A argentina Delfina Frers (macacão azul), ao lado de Suzane Carvalho








Maria Cristina Rosito





Suzane Carvalho




Mara Feltre





Delfina Frers





Danuza Moura





Andréa Borghesi




Helena Deyama





Carmen Fontes





Laurileme Paggy






Carolina Hanashiro





Anita Negrão





Patricia Vega





Patricia de Souza





Soledad Defler





Peggy Ann Bauer





Bia Crestani








































































































Suzane Carvalho (macacão vemelho)








Helena Deyama




Laurimele Paggy





Mara Feltre





A mineira Mara Feltre foi vice-campeão da temporada







Maria Helena Fitipaldi, a idealizadora da categoria





Patricia Souza




Patricia Vega








As bonitas rodas da marca Scorro





Maria Cristina Rosito




A argentina Soledad Defler (macacão azul)





Suzane Carvalho








Danuza Moura





Soledad Defler





Soledad Defler e Delfina Frers












Da esquerda para a direita: Soledad Defler, Delfina Frers, Maria Cristina Rosito, Suzane Carvalho e Danusa Moura