O automobilismo brasileiro está em luto. Faleceu aos 84 anos, na capital paranaense, Carlos Eduardo "Dado" Andrade. Mais do que um piloto veloz, Dado foi um dos pilares de sustentação do esporte a motor no Paraná e um dos heróis românticos que ajudaram a fundar a maior categoria do automobilismo nacional: a Stock Car.
No dia 22 de abril de 1979, o circuito de Tarumã, no Rio Grande do Sul, sediava a primeira corrida da história da recém-criada Stock Car. No grid, apenas dez pilotos ousaram alinhar seus Chevrolet Opalas originais de fábrica, adaptados para as pistas. Entre eles, estava o paranaense Dado Andrade.
Naquele dia histórico, Dado garantiu seu nome para sempre nos livros de estatísticas da categoria ao cravar a primeira volta mais rápida da história da Stock Car. Ele mostrou, logo na estreia, a força e o talento do automobilismo paranaense para o restante do país.
Se dentro do cockpit o piloto do Opala número 20 era agressivo e técnico, fora dele, Dado Andrade era um cavalheiro e um articulador fundamental. Vindo de uma tradicional família curitibana de entusiastas — ao lado de seu irmão, Ney Itiberê Piá de Andrade —, Dado viveu a transição dos circuitos de terra e aeroclubes para o asfalto.
Nos anos iniciais da Stock Car, quando a crise econômica ameaçava a sobrevivência da categoria, Dado foi peça-chave nos bastidores. O piloto não apenas corria, mas também usava de prestígio pessoal, contatos e recursos próprios para viabilizar as etapas paranaenses, garantindo que Curitiba se mantivesse como uma das capitais do automobilismo brasileiro.
Dado também brilhou na era de ouro da Divisão 3 e em provas memoráveis de longa duração, dividindo o volante de Opalas com outros pilotos da época, como Edson Graczik, em maratonas de 24 e 25 horas de pura resistência mecânica e física.
Fica a nossa homenagem e o mais profundo respeito do Blog. À família, aos amigos e a toda a comunidade do automobilismo paranaense, os nossos mais sinceros sentimentos.








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