sábado, 23 de maio de 2026

Copa Fusca Seineca 2026 – 4ª etapa - Interlagos


Domínio de Caio Gomes e tempo instável marcaram a 4ª Etapa da Copa Fusca em Interlagos



Com fotos de Paulo Abreu






A quarta etapa do Campeonato Paulista de Automobilismo, realizada no domingo 17/05, no Autódromo de Interlagos, reservou fortes emoções para os fãs da Copa Fusca. Sob condições climáticas adversas e pista constantemente úmida, a categoria entregou duas corridas repletas de reviravoltas, toques e exibições de pilotagem técnica.


A primeira corrida começou com a pista ensaboada, o que forçou a direção de prova a realizar uma largada lançada atrás do safety car por segurança. Logo no início, um incidente marcou a prova: o piloto Cristiano Canto (carro 99) teve o eixo dianteiro direito avariado em um toque. Surpreendentemente, Canto continuou na pista, mantendo um ritmo competitivo e chegando a ocupar a terceira posição por cerca de dois terços da prova antes de recolher para os boxes.


Na pista, Thiago Perez (carro 18) dominou as ações e cruzou a linha de chegada em primeiro. No entanto, após a vistoria técnica, Perez foi desclassificado, o que alterou completamente o resultado oficial e o obrigou a largar da última posição na segunda corrida.


Com a desclassificação de Perez, a vitória na categoria Super herdada por Caio Gomes (carro 86), que fez uma corrida de recuperação impressionante após rodar no início da prova. Na categoria Light, o domínio foi de Fernando Moraes (carro 33), enquanto Roberto Soares (carro 49) garantiu o topo do pódio na Sênior.


Resultado final – corrida 1


1) 86-CAIO GOMES (SUPER), 31:04,559, a 2:15,407
2) 29-STANLEY WESSLER (SUPER), 31:15,363, a 10,804
3) 33-FERNANDO MORAES (LIGHT), 31:18,490, a 13,931
4) 1-RAFA IASBEK/L.HENRIQUE (SUPER), 31:19,790, a 15,231
5) 77-FELIPE MARTINS (SUPER), 31:19,982, a 15,423
6) 55-ESTEVAM MANHANI (SUPER), 31:27,700, a 23,141
7) 44-THALES BARCI (LIGHT), 31:27,950, a 23,391
8) 9-MARCOS FORTUNA (LIGHT), 31:28,626, a 24,067
9) 31-ERLI CAMARGO (LIGHT), 31:42,121, a 37,562
10) 49-ROBERTO SOARES (SENIOR), 31:52,442, a 47,883
11) 8-SERGIO LEITE (LIGHT), 31:52,978, a 48,419
12) 468-R.CANDIA/CEBOLA (LIGHT), 31:53,187, a 48,628
13) 3-ROGÉRIO GASPAR (SUPER), 31:54,136, a 49,577
14) 79-JOSÉ DIAS FILHO (SENIOR), 32:06,805, a 1:02,246
15) 28-CESAR (LIGHT), 32:10,663, a 1:06,104
16) 16-VERONICA BENEVENTI (LIGHT), 31:58,607, a 1


99 – SUPER - CRISTIANO CANTO, 18:53,187, a 5
15 – SENIOR - ADEMAR ZICO, 16:59,866, a 6
131 – SENIOR - NENO OLIVEIRA, 14:24,401, a 7




Stanley Wessler à frente de Caio Gomes e Rogério Gaspar










Fernando Moraes liderando o pelotão





Cristiano Canto à frente de Felipe Martins e Thiago Perez






Felipe Martins





Thiago Perez à frente de Roberto Soares





Roberto Soares










Marcos Fortuna





Ademar Zico





Neno Oliveira





Cesar Nalesso





Verônica Beneventi





Renato Candia/Rogério Cardoso “Cebola”





















Caio Gomes e José Dias Filho


































Sérgio Leite e Neno Oliveira











Rogério Gaspar


















Estevam Manhani




























Equipe Zamana Racing em ação, Thales Barci e Erli Camargo






Thiago Perez









Erli Camargo








































A segunda corrida aconteceu no final da tarde de domingo, com a luminosidade caindo e a chuva voltando a apertar em Interlagos. Com a inversão do grid, Caio Gomes largou na pole position e, apesar de intensas disputas com Rafael Isbeck e Fernando Moraes nas voltas iniciais, conseguiu se estabelecer na liderança.


O destaque da prova foi novamente Cristiano Canto. Após os reparos no carro 99, o piloto escalou o pelotão de forma agressiva, realizando ultrapassagens duplas no S do Senna e cravando a melhor volta da prova com 2:30.8. Outro que brilhou na recuperação foi Thiago Perez, que largou em 22º e conseguiu terminar entre os cinco primeiros da sua categoria.


A prova foi interrompida por dois períodos de safety car. A corrida terminou sob regime de bandeira amarela, selando o final de semana perfeito de Caio Gomes, que venceu as duas baterias.



Resultado final – corrida 2


1) 86-CAIO GOMES (SUPER), 31:57,579, a 2:31,509
2) 99-CRISTIANO CANTO (SUPER), 32:07,474, a 9,895
3) 33-FERNANDO MORAES (LIGHT), 32:08,491, a 10,912
4) 44-THALES BARCI (LIGHT), 32:13,642, a 16,063
5) 77-FELIPE MARTINS (SUPER), 32:14,555, a 16,976
6) 55-ESTEVAM MANHANI (SUPER), 32:15,204, a 17,625
7) 18-T.PEREZ (SUPER), 32:26,304, a 28,725
8) 31-ERLI CAMARGO (LIGHT), 32:27,901, a 30,322
9) 3-ROGÉRIO GASPAR (SUPER), 32:28,853, a 31,274
10) 9-MARCOS FORTUNA (LIGHT), 32:45,213, a 47,634
11) 49-ROBERTO SOARES (SENIOR), 32:49,761, a 52,182
12) 79-JOSÉ DIAS FILHO (SENIOR), 33:13,125, a 1:15,546
13) 15-ADEMAR ZICO (SENIOR), 33:13,838, a 1:16,259
14) 468-R.CANDIA/CEBOLA (LIGHT), 33:29,509, a 1:31,930
15) 8-SERGIO LEITE (LIGHT), 34:19,459, a 2:21,880
16) 28-CESAR (LIGHT), 34:19,986, a 2:22,407
17) 16-VERONICA BENEVENTI (LIGHT), 34:20,445, a 2:22,866



1 – SUPER - RAFA IASBEK/L.HENRIQUE, 14:01,865, a 7





















Caio Gomes na saída do S do Senna






Batalha na categoria Sênior entre José Dias Filho e Ademar Zico





Caio Gomes




Felipe Martins




Roberto Soares





Os "besouros" retornam ao templo da velocidade nos dias 6 e 7 de junho para a quinta etapa do campeonato.




Os pódios da etapa























terça-feira, 19 de maio de 2026

O Tour Auto 2026 e a participação especial do Team Pedrazzi



Tour Auto 2026 - a lenda do automobilismo clássico de volta às estradas







O Tour Auto não é apenas uma corrida; é uma celebração viva da história do automóvel. Considerado a versão histórica de uma das competições mais antigas do planeta, o evento combina provas cronometradas em estradas e circuitos, oferecendo uma atmosfera única para entusiastas e colecionadores.



Uma viagem no tempo: a história do Tour

A gênese do evento remonta a 1899, quando foi criado pelo Automobile Club de France sob o nome de Tour de France Automobile. Naquela época, era uma verdadeira aventura de 4.000 quilômetros, testando os limites das máquinas rudimentares.

Após interrupções causadas pelas guerras mundiais, a prova foi retomada em 1951, atingindo o auge da popularidade nos anos 60, quando atraía marcas como Ferrari, Porsche, Jaguar e Mercedes, além de pilotos lendários como Stirling Moss, Henri Pescarolo e Maurice Trintignant. Contudo, a crise do petróleo nos anos 80 enfraqueceu a prova, levando à sua 50ª e última edição "moderna" em 1986.

O renascimento aconteceu em 1992, quando Patrick Peter relançou o evento como uma retrospectiva histórica, focada em carros que participaram da prova original entre 1951 e 1973. Desde então, tornou-se um marco para grandes colecionadores e celebridades, incluindo nomes como Rowan Atkinson (Mr. Bean) e Guy Berryman (Coldplay).








A edição 2026: destaques e percurso

A 35ª edição histórica, disputada de 3 a 9 de maio de 2026, teve como grandes estrelas o BMW 2002 e a Ferrari 250, por exemplo. O evento começou com uma exposição majestosa sob a claraboia do Grand Palais, em Paris, nos dias 3 e 4 de maio.

O roteiro da aventura: mais de 230 carros clássicos percorreram as mais belas rotas da França, saindo de Paris rumo ao sul:

5 de maio: partida oficial no Château de Courances, passagem pelo circuito de Magny-Cours e pernoite em Clermont-Ferrand.

6 de maio: travessia do Massif Central com chegada ao icônico Pont du Gard.

7 de maio: rumo ao Sudoeste, com provas no circuito de Albi e chegada em Toulouse.

8 de maio: a etapa "Maratona" em direção aos Pirenéus, com disputa no circuito de Pau-Arnos e chegada em Pau.

9 de maio: o epílogo atravessa o País Basco, passa pelo circuito de Nogaro e termina com uma celebração triunfal em Biarritz, de frente para o oceano.








Categorias e regras

Os competidores são divididos em cinco grupos, competindo em duas modalidades principais:

Competição: focada na velocidade pura. Os carros devem seguir as normas da FIA (Anexo K). Modelos como AC Cobra e Ford GT40 costumam liderar esta categoria.

Regularidade: o objetivo não é ser o mais rápido, mas sim o mais preciso. Os pilotos devem manter uma média de velocidade pré-definida (rápida, média ou lenta) e tentar igualar tempos de referência. Curiosamente, são permitidos apenas instrumentos de bordo originais e cronômetros mecânicos.

Há também o Índice de Performance, um ranking que utiliza coeficientes baseados na idade e cilindrada do motor, permitindo que carros mais antigos e menos potentes disputem a vitória contra modelos mais modernos.








Veículos elegíveis: do popular ao protótipo

O Tour Auto aceita modelos que marcaram a prova original entre 1951 e 1984. A lista é vasta e democrática, incluindo desde o popular Citroën 2CV e o Renault 4CV até máquinas de alto desempenho como o Lamborghini Miura, Lancia Stratos, BMW M1 e diversos modelos da Alfa Romeo, Porsche e Aston Martin.



O evento é altamente acessível aos fãs:

Acesso aos vilarejos e parques fechados: Disponível mediante a apresentação do programa oficial, vendido por 15 Euros.

Circuitos: as provas em circuitos (Magny-Cours, Albi, Pau-Arnos e Nogaro) têm entrada gratuita para o público.

Eventos em paris: no domingo, 3 de maio, há uma parada excepcional de 160 carros pelos Champs-Élysées, escoltada pela Guarda Republicana, entre as 8h e 10h. Na segunda-feira, 4 de maio, ocorre o tradicional leilão da casa Aguttes no Grand Palais.




Brasil no Tour Auto 2026 – a participação de Franco Pedrazzi e André Pires Oliveira Dias








A edição do Tour Auto 2026 contou com a participação do Team Pedrazzi, que inscreveu o Porsche 911 2.3L ST ano 1970 na sua clássica pintura amarela e número 283, para o desafio dessa tradicional competição. Franco Pedrazzi competiu como navegador ao lado de André Pires Oliveira Dias.




Franco Pedrazzi gentilmente relatou com exclusividade para o Blog como foi a experiência de competir no Tour Auto 2026:


O Tour Auto é praticamente uma reinvocação da prova de verdade que existia na época, contando com os próprios carros de corrida originais. É um evento que reúne tanto carros de rali quanto carros de pista. No passado, a prova já contou com modelos como o 907, o 910 e o Matra; neste ano, inclusive, correu conosco um Alfa 33.

Todos os anos, a largada oficial acontece em Paris. De lá, descemos praticamente a França inteira. O destino final varia: em algumas edições a chegada é em Nice, na costa do Mar Mediterrâneo, mas este ano o percurso atravessou o país até o outro lado, terminando em Biarritz, na costa do Oceano Atlântico.



A Rotina e a dinâmica das provas

A rotina da prova é extremamente puxada e sem pausas (um verdadeiro non-stop). Passamos muito tempo dentro do carro e, ao final, completamos mais de 3.000 quilômetros rodados.

Um dia típico funciona da seguinte maneira:

06:00 – Despertar.

07:00 – Início das largadas dos carros, um a um.

Ao longo do dia – deslocamento pelas ruas normais — sempre num ritmo forte e sob competição (no "pau"). Em muitos momentos, contamos com o apoio e escolta da polícia para abrir o trânsito.

Diariamente, enfrentamos três provas especiais:

Duas subidas de montanha: trechos fechados ao tráfego, com média de 15 quilômetros cada, onde o objetivo é fazer o menor tempo possível. É uma condução rápida e no limite.

Uma prova em circuito (pista): consiste em cerca de 20 minutos de corrida em um autódromo.

Entre uma especial e outra, realizamos os trechos de ligação (transferências) por vias públicas, que chegam a somar uns 400 quilômetros por dia. Até o almoço segue esse ritmo frenético: paramos em uma tenda ou local indicado pela organização, comemos rapidamente assim que chegamos e já voltamos direto para o carro para continuar a corrida. Não há tempo para relaxar.

A jornada diária termina por volta das 22:00 ou 22:30, quando chegamos ao Parc Fermé (Parque Fechado). A partir da chegada, a equipe de assistência tem um limite rigoroso de duas horas para revisar e dar manutenção no carro; depois disso, ninguém mais pode tocá-lo. Na sequência, dormimos o pouco que nos resta de tempo até o despertador tocar novamente e recomeçar tudo.



Desempenho e Resultados

No geral, andamos muito bem e tivemos ótimos tempos, figurando constantemente entre os três primeiros colocados nas provas especiais — inclusive com o nosso ST. O carro se comportou de forma excelente e o único contratempo mecânico que tivemos foi um pequeno problema no câmbio, o qual conseguimos substituir com sucesso durante a noite.

Felizmente, não sofremos nenhum acidente. Isso é uma grande vitória, pois batidas são extremamente comuns no Tour Auto, dado que as estradas de montanha são muito estreitas, sinuosas e desafiadoras. Quem tiver curiosidade pode buscar por vídeos do "Tour Auto 2026" no YouTube para ver a quantidade de acidentes e também para nos encontrar em algumas das imagens.

Apesar do ótimo ritmo na pista, sofremos uma dura penalidade logo no primeiro dia, no circuito de Magny-Cours. Após deixarmos o carro com a assistência para trocar os pneus e fazer a checagem, demoramos para carimbar o nosso "passaporte" de controle de tempos. Não chegamos atrasados ao local, mas o carimbo foi feito fora do prazo regulamentar, o que nos custou uma punição de mais de 5 minutos. Essa penalidade minou nossas chances de brigar pelo pódio e nos jogou para a 7ª colocação geral ao final do evento.










O Porsche 911 2.3L ST de Franco Pedrazzi e André Pires Oliveira Dias






Uma Experiência Única

Apesar do resultado final ter sido afetado pela punição, a aventura foi fantástica. Formamos uma equipe 100% brasileira, composta por mim e pelo André. Embora seja uma rotina exaustiva com muita rodagem, passamos por lugares absolutamente fantásticos. É uma prova sem igual e uma experiência ímpar de se participar.













André Pires Oliveira Dias conduziu o Porsche 911 do Team Pedrazzi





No destaque, Franco Pedrazzi
































sábado, 9 de maio de 2026

Voa, Águia, Voa! - Entre cálculos e curvas: uma vida vivida em alta velocidade


O piloto e engenheiro Luiz Evandro "Aguia" lança "Voa, Águia, Voa - Histórias de uma paixão pelo automobilismo", publicado pela Editora Labrador (ISNB 978-65-5044-267-5), com apoio da ArcelorMittal, a obra que combina memórias das pistas com um relato pessoal marcado por equilíbrio e intensidade.






Mais que um livro sobre automobilismo, a obra percorre a trajetória completa do autor: da infância e formação acadêmica até a consolidação como engenheiro, sempre em paralelo à dedicação ao esporte.


"Acreditei, batalhei e conquistei meu caminho - nas pistas, na engenharia e na vida em família . No fim, posso dizer com orgulho sou um feliz vencedor "


A narrativa destaca o desafio de conciliar três frentes exigentes - estudos, profissão, família e automobilismo - em uma rotina que exigia disciplina e, ao mesmo tempo coragem para assumir riscos nas pistas


O lançamento oficial ocorreu em 05 de maio de 2026, após uma noite de autógrafos realizada em 23 de abril, na Livraria da Vila do Shopping Iguatemi JK em São Paulo, que reuniu cerca de 85 convidados entre amigos, pilotos, entusiastas e alguns amigos jornalistas.


Ao longo do livro, o autor compartilha bastidores histórias e reflexões que vão além da velocidade , abordando valores como responsabilidade, superação e paixão.


Com novos eventos previstos para os próximos meses em clubes de antigomobilismo, empresas, "VOA, ÁGUIA, VOA" se posiciona como uma obra que ultrapassa o universo esportivo e se apresenta como um relato de vida - vivido, em todos os sentidos, em alta velocidade.






Mini bio do autor:

Luiz Evandro "Águia" Campos é piloto de automobilismo e engenheiro, com trajetória marcada pela conciliação entre carreira profissional, vida familiar e paixão pelas pistas. Representante de uma geração que viveu intensamente o automobilismo brasileiro e Internacional, reúne em sua história experiências que combinam disciplina, coragem e dedicação.


Link para compra:
https://www.amazon.com.br/Voa-%C3%81guia-voa-Hist%C3%B3rias-automobilismo/dp/6550442672


Instagram- @LuizEvandroAguia72
Facebook- Luiz Evandro Aguia
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