quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Coluna do Nathan Sahium #03



Para mim, não existe sábado à noite melhor no ano automobilístico do que aquele que abre a temporada da NASCAR. Digo isso por uma razão específica: os pilotos não têm compromisso algum em guardar o carro para a Daytona 500, o que resulta em toques de portas, empurrões nos para-choques traseiros e lutas apertadas pela vitória.


Esse princípio não é da NASCAR de hoje, em que o Bowman Gray Stadium, na Carolina do Norte, virou a nova casa desse evento inicial da temporada. A tradição de um Clash pegado sempre foi uma das grandes atrações das corridas em Daytona, que abriam a chamada Speedweeks (semana da velocidade, em português).


Ao contrário de hoje, quando a primeira corrida válida por pontos só acontece duas semanas depois da prova de exibição, o Clash antecedia os treinos classificatórios e os treinos de acerto dos carros para a prova conhecida como a Grande Corrida Americana. Mesmo não influenciando punições no grid de largada ou o cronograma de acerto dos carros, os famosos Big Ones que aconteciam nas disputas no circuito da Flórida mexiam com o público e com o ânimo dos pilotos, já que as brigas apimentavam a festa de início de temporada.


Quem não se lembra de Greg Biffle rodando na edição de 2010 após ser tocado por Jeff Gordon, quando disputava lado a lado a vitória com Kevin Harvick, ou de Erik Jones vencendo em 2020 com o capô amassado em consequência das batidas nas quais se envolveu?







Enfim, são muitos os momentos que fazem do sábado à noite algo especial para quem gosta de automobilismo e para quem está com saudades da Stock Car americana. Mesmo a pista deixando de ser um superoval e estando nos arredores de um estádio de futebol americano universitário, acredito que ela não perdeu sua essência. Ainda mais agora, por ser o segundo ano de disputa por lá, acredito que o líder, mesmo sem um estilo de corrida lado a lado o tempo todo como antigamente, não vai ter vida fácil.


As relargadas levam a curvas muito apertadas, e o duelo com retardatários pode definir a diferença entre o primeiro e o segundo lugar. Não podemos esquecer que, no ano passado, Ryan Blaney não foi tão inteligente quanto Chase Elliott nesse tipo de negociação e viu o piloto da Hendrick Motorsports fazer “zerinhos” na grama do estádio comemorando a vitória.


Vamos ver se neste ano a história se repete ou se teremos os líderes brigando juntos por posição na última volta.

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