quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Segunda edição da Londrina 600 Speed Fest tem data confirmada e lista prévia de confirmações


A segunda edição da prova de longa duração que estreou no calendário de provas do automobilismo paranaense ano passado promete evolução e muitas disputas




Após o ajuste de calendário, a segunda edição da Londrina 600 Speed Fest, prova de longa duração que estreou no mês de novembro último, terá a sua realização no sábado dia 13 de junho. O grid da Londrina 600 estará restrito a 40 carros e a programação geral das atividades já está definida:


Quinta-feira (11 de junho):

15h00 - Treino Livre 1


Sexta-feira (12 de junho):

9h40 - Treino oficial 1

11h30 - Treino oficial 2

13h50 - Treino oficial 3

15h40 - Sessão classificatória 1 - Grupo 1

16h10 - Sessão classificatória - Grupo 2

18h00 - Treino Livre 2


Sábado (13 de junho):

13h00 - Warm-up (treino de aquecimento)

16h20 - Abertura de box

16h30 - Fechamento de box / formação do grid de largada

16h35 - Execução do Hino Nacional brasileiro

16h50 - Evacuação do grid / placa de 5 minutos

16h55 - Volta de apresentação

17h00 - Largada (197 voltas)

22h00 - Pódio


A prova terá transmissão ao vivo no YouTube pelos canais “Gold Racing”, “Curva do S”, “High Speed TV” e demais plataformas parceiras.


Regulamento técnico

O regulamento da Londrina 600, baseado no CDA (Código Desportivo do Automobilismo) e da FIA, terá a mesma base do que foi praticado na edição da prova no ano passado, apenas com a adição de mais uma categoria para carros de chassis tubulares. Os principais aspectos do regulamento técnico são os seguintes:


Categorias e especificações dos veículos

As categorias são divididas principalmente por motorização e peso, sendo permitido o retrabalho de cilindros entre 0,50 mm e 1,00 mm em todas elas:

Turismo B: motores aspirados até 1.600 cc. Peso mínimo de 850 kg (8v) ou 880 kg (16v).

Turismo A: motores aspirados de 1.700 a 2.300 cc. Peso mínimo de 900 kg (8v) ou 930 kg (16v).

Força Livre A e B: inclui desde carros aspirados acima de 2.500 cc e chassis tubulares V8 (peso mínimo: 1.200 kg) até carros turbo acima de 1.400 cc (peso mínimo: 1.000 kg).

Protótipos (P2, P3 e P4): variam de esporte protótipos com motor de motocicleta (450 kg) a modelos nacionais complexos como o JLM AJR e Sigma G5, que seguem tabelas de Balanço de Performance (BOP) para equalização.


Sistemas de Segurança e Mecânica

A segurança exige modificações estruturais e dispositivos de sinalização:

Travas e vidros: veículos de turismo devem usar para-brisa de vidro laminado e remover mecanismos originais de travamento de capô, substituindo-os por pelo menos duas travas externas (quatro no caso de protótipos).

Sinalização de emergência: a chave geral deve ter um acionador interno e outro externo, identificado por um triângulo azul com um raio vermelho. O extintor (mínimo 4 kg) deve ter canalização metálica para o piloto, motor e tanque, com o acionador externo sinalizado por uma letra "E" vermelha em disco branco.

Reboque: ganchos dianteiros e traseiros são obrigatórios e devem ter cores contrastantes com o carro. A quebra do gancho durante o resgate gera multa de 10 Unidades Penalizadoras (UPs).

Recuperador de óleo: deve ser translúcido, resistente a calor, com capacidade mínima de 2 litros, e todos os respiros do motor devem ser direcionados a ele.


Iluminação e elétrica

Luzes diurnas e noturnas: é obrigatório manter ao menos dois focos dianteiros acesos durante o dia. À noite, o limite aumenta para até oito focos frontais e entre dois e quatro focos traseiros vermelhos (LEDs são permitidos, mas não fitas únicas).

Restrições eletrônicas: são proibidos sistemas de malha fechada como ABS e controle de estabilidade (se o carro tiver o módulo, ele deve ser lacrado e desconectado). A telemetria é permitida apenas de forma unidirecional (do carro para o box).


Reabastecimento e operação de box

Esta é uma das áreas mais controladas para evitar incêndios:

Equipamento: são permitidas torres de gravidade (máximo 2 metros de altura e 200 litros), reservatórios tipo "Nascar" ou galões específicos com válvula de controle. É proibido o uso de bombas elétricas ou pneumáticas.

Procedimento: durante o reabastecimento, o piloto deve manter as portas abertas (exceto em carros sem capota). É obrigatório o uso de um cobertor molhado ao redor do bocal de combustível durante a operação.

Equipe e penalidades: apenas três integrantes podem se aproximar do carro (dois para o combustível e um no extintor), todos com vestimenta completa de proteção (macacão, luvas, balaclava e capacete homologados). Qualquer derramamento de combustível resulta em uma penalidade de 20 segundos.


Pneus e proibições gerais

Pneus: são livres, porém pneus recapados são proibidos. Em pista molhada, o uso de pneus WET ou radiais novos é obrigatório.

Proibições: não são admitidos veículos com rodas expostas (monopostos) ou a troca de chassi após o início das atividades oficiais. Parachoques metálicos devem ser removidos, permitindo-se apenas capas plásticas ou de fibra.


A lista de confirmações de pilotos e carros para a edição 2026 da Londrina Speed Fest até o momento é a seguinte:


#4 - Vinícius Lira (Ford Ka/Turismo A)




#7 - Toninho Espolador/Rafael Possenti (VW Gol/Turismo A)




#18 - Big Power Competições (Chevrolet Omega/Força Livre A)




#22 - Douglas Januário (VW Gol/Turismo B)




#022 - Flávio Abrunhoza/André Moraes/Daniel Lancaster (Ford Mustang)




#26 - Franco Borghesi/Pedro Marcondes (Protótipo Spyder/P4)




#35 - Jair Bana/Duda Bana (Protótipo Predador/P2)




#40 - Admir Pardo/Diego Pardo (Aldee-VW/P4)




#77 - Edras Soares/Esdras Soares/Juarez Soares (Protótipo Sigma-Chevrolet/P2)






#96 - Marcelo Servidone (Protótipo Mamba Negra 2S/P3)




#300 - Rodrigo Bonora (Protótipo MRX-Audi/P3)




#333 - Ciro Paciello (Vectra Stock Car/Força Livre Tubular)




#440 - Marco de Sordi/Marco de Sordi Filho/Thiago Lourenço (GM Montana/Força Livre Tubular)





Como foi a primeira edição da Londrina 600 Speed Fest


A primeira edição da Londrina 600 Speed Fest foi uma prova de resistência marcada por reviravoltas mecânicas, estratégias ousadas e um susto dramático nos boxes. Com um grid de 11 carros enfrentando 600 km (ou 4 horas de duração), a corrida consagrou a família Soares como a grande vencedora.


Início da prova e Liderança Inicial

A prova começou com o MRX Audi Turbo nº 300 (Rodrigo Bonora e Igor Taques) na pole position, mantendo a liderança e estabelecendo o ritmo mais rápido. No entanto, após cerca de 40 minutos, o carro abandonou a disputa devido à quebra da quarta marcha. Com isso, o protótipo MRX nº 77 da família Soares assumiu o primeiro lugar.

O Gol nº 71 (Rafael Possente, Toninho Espolador e David Dalpizzol) foi a sensação da prova. Através de uma pilotagem agressiva e uma estratégia de economia de paradas, o carro de turismo chegou a liderar a corrida na geral e flertar com a vitória contra os protótipos, antes de sofrer problemas de câmbio na fase final.


Incêndio nos boxes - o momento mais tenso ocorreu durante o reabastecimento do protótipo MRX nº 73 da equipe LT Racing. Houve um derramamento de combustível que gerou chamas, forçando o piloto Leandro Toti a pular do carro. Ele sofreu queimaduras leves nas mãos.

Resistência e trabalho da equipe Mamba Negra - o protótipo Mamba Negra (#96) enfrentou problemas sucessivos com bicos injetores e cabo de acelerador, mas a equipe persistiu e conseguiu retornar à pista várias vezes.

Resultados finais por categoria


A prova terminou na noite londrinense com os seguintes vencedores:

Categoria Geral / P3 - MRX nº 77 - Juarez Soares, Esdras Soares e Edras Soares

Protótipos P4 - Spider nº 26 - Mário Marcondes, Pedro Marcondes e Franco Borgesi (2º na geral)

Turismo A - Gol nº 71 - Rafael Possente, Toninho Espolador e David Dalpizzol

Turismo B / Força Livre - Gols nºs 22 e nº 0 - Luiz Fernando Musci, Guilherme Musci e Douglas Januário



A família Pardo, com o icônico Aldee coupê nº 40, completou a prova em terceiro lugar na classificação geral, mantendo a tradição do carro que está na família desde 1994.


A vitória da família Soares consolidou sua tradição em Londrina, sendo este o segundo triunfo consecutivo em provas de longa duração no autódromo.



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