sábado, 5 de setembro de 2026

Alfa Romeo Spider: três décadas de charme e prazer ao pilotar



Para os entusiastas do automobilismo, poucos carros conseguem evocar uma sensação de liberdade e charme clássico de forma tão duradoura quanto o Alfa Romeo Spider. Lançado há pouco mais de meio século com a difícil missão de substituir os inesquecíveis Giulietta e Giulia de carroceria aberta, este conversível de dois lugares não apenas cumpriu seu papel, mas tornou-se uma lenda viva do design automobilístico.


Ao longo de quase trinta anos e quatro gerações distintas, o Spider sobreviveu às transformações da indústria, mantendo-se fiel aos seus pilares técnicos originais: uma transmissão de cinco marchas, freios a disco nas quatro rodas e o célebre motor de duplo comando de válvulas no cabeçote (bialbero). Desenhado pelo renomado estúdio Pininfarina, o Spider permaneceu em produção até 1993. Naquele ano, ao se despedir, ele guardava uma última distinção de honra: era o único modelo do fabricante italiano que ainda mantinha a tração traseira.









A gênese e a fama cinematográfica: a era do "Duetto" (1966–1969)


A história do modelo começou oficialmente em 10 de março de 1966, no Salão do Automóvel de Genebra. No mesmo certame que viu nascer novidades marcantes como o Lamborghini Miura e os novos modelos de BMW e Audi, a fabricante lombarda revelou um pequeno esportivo de linhas fluidas, desenhado sob a supervisão de Franco Martinengo, responsável pelo centro de estilo da Pininfarina. O modelo baseava-se tecnicamente no Giulia Sprint GT, compartilhando a mesma estrutura mecânica de suspensão dianteira independente por triângulos duplos e o chassi tipo 105 com entre-eixos encurtado em 10 centímetros em relação ao modelo cupê.


Inicialmente batizado apenas como Spider 1600, a fabricante lançou um concurso internacional sob o lema "Eis o novo Spider, dê-lhe um nome e ele será famoso". Com mais de 140 mil propostas, o nome vencedor foi Duetto — uma alusão ao motor bialbero e à cabine exclusiva para dois ocupantes. Curiosamente, a Alfa Romeo nunca pôde adotar oficialmente o termo devido aos direitos comerciais previamente registrados por uma empresa produtora de bolos de chocolate na Itália.


Apesar do contratempo comercial, o carro conquistou o público pelo seu formato elíptico de curvas sugestivas, que lhe rendeu na Itália os apelidos carinhosos de Osso di Seppia (Osso de Sépia) e Coda Tonda (Traseira Redonda). Suas formas aerodinâmicas foram o resultado de dez anos de estudos de dream cars conduzidos pelo fundador Battista "Pinin" Farina, que infelizmente faleceu apenas um mês após a estreia do veículo em Genebra.


Refinado e mecânica avançada, o primeiro Spider contava com um bloco de 1.6 litros de alumínio alimentado por dois carburadores duplos, entregando 109 cavalos de potência. Pesando menos de uma tonelada, o conversível alcançava os 185 km/h. Suas qualidades dinâmicas e o comportamento estável eram amplamente elogiados, superando concorrentes britânicos como o MGB, o Sunbeam Alpine e o Triumph TR4A.


A consagração cultural definitiva ocorreu no verão de 1967. O Spider vermelho conduzido por um jovem Dustin Hoffman no filme O Graduado (The Graduate), ao som de Paul Simon, transformou o conversível italiano em um objeto de desejo global instantâneo e um clássico do cinema.


Em 1968, a Alfa Romeo expandiu a gama com o imponente 1750 Spider Veloce de 1.779 cc e 118 cavalos, que oferecia maior torque e suavidade. Para aumentar o volume de produção, lançou também o Spider 1300 Junior, uma versão de entrada 30% mais barata. Ele produzia 89 cavalos e se diferenciava do irmão maior por detalhes visuais: rodas de 15 polegadas em vez de 14, volante de dois raios e a ausência do clássico carenado de acrílico nos faróis dianteiros.











































Aerodinâmica e rigor técnico: o "Coda Tronca" (1969–1983)


A primeira grande mudança estética e funcional ocorreu em novembro de 1969, no Salão de Turim. Alinhado às novas diretrizes aerodinâmicas da época, a Alfa Romeo encurtou a traseira do modelo abruptamente. Surgia a segunda geração, imortalizada popularmente como Coda Tronca (Traseira Cortada).


Embora o comprimento total do carro tenha diminuído em 13 centímetros, a modificação aumentou o volume real do porta-malas. O para-brisa foi mais inclinado e os para-choques ganharam protetores de borracha. No interior do topo de linha, os mostradores principais foram protegidos por viseiras em um painel preto fosco, e foram introduzidos apoios de cabeça nos assentos para atender às normas de segurança dos Estados Unidos — um mercado vital para o modelo.


Mecânica e potência continuaram a evoluir. Em 1971, o 2000 Spider Veloce substituiu o 1750. Seu motor de 2,0 litros entregava mais de 130 cavalos líquidos, impulsionando o modelo a velocidades superiores a 195 km/h. No mercado norte-americano, os modelos de maior cilindrada eram equipados com injeção mecânica, semelhante à tecnologia usada nos carros de competição de oito cilindros do modelo 33. Posteriormente, a versão 1300 Junior teve sua produção encerrada em 1977, abrindo espaço para a consolidação dos motores 1.6 e 2.0.


A década de 1970 impôs duros testes ao clássico. Enfrentando a crise energética global, a queda na demanda por conversíveis nos Estados Unidos, problemas internos de produtividade e conflitos trabalhistas na própria fábrica da Alfa Romeo, o Spider resistiu bravamente. Enquanto rivais de peso como o MGB e o Fiat 124 Spider saíam de cena ou mudavam de rumo, o conversível milanês manteve-se firme na linha de produção.






















Os anos oitenta e o purismo do "Quadrifoglio Verde" (1983–1990)


Em fevereiro de 1983, após mais de uma década sem alterações profundas, surgiu a terceira geração do Spider, batizada de Aerodinâmica. Para se alinhar à moda visual dos anos 80, o conversível adotou um defletor de borracha sob o para-choque dianteiro, para-choques pretos envolventes que estenderam o comprimento de volta aos 4,25 metros e um aerofólio traseiro de plástico preto sobre a tampa do porta-malas. Os faróis dianteiros perderam definitivamente as coberturas plásticas de acrílico.


Para celebrar os 20 anos do modelo, a Alfa Romeo revelou em março de 1986 a versão especial Quadrifoglio Verde (QV), baseada no motor de 2,0 litros. Identificado pelo trevo de quatro folhas, o QV trazia saias laterais imponentes, spoilers de perfil pronunciado, rodas de liga leve de 15 polegadas com perfurações circulares e um teto rígido (hardtop) removível opcional.


Apesar do visual atualizado ao gosto dos anos 80, a mecânica mantinha uma receita deliciosamente analógica. O motor bialbero de alumínio de 1.962 cc com carburadores duplos entregava 128 cavalos DIN. A suspensão contava com triângulos duplos dianteiros e um eixo rígido traseiro guiado por braços longitudinais. A direção de esferas recirculantes não possuía assistência, o que as publicações especializadas da época descreviam como uma direção pesada e dura que exigia grandes esforços em manobras de estacionamento.


O comportamento em pista seca assemelhava-se ao de um kart pela agilidade e inclinação quase nula da carroceria, mas a condução em superfícies irregulares exigia mãos experientes, já que o chassi monobloco exibia flexibilidade sob pisos ondulados. Os freios eram elogiados pela excelente eficiência e resistência à fadiga. No entanto, críticas eram recorrentes em relação à vedação da capota em dias de chuva e à simplicidade do interior revestido em materiais sintéticos. O Spider QV era visto pelas revistas de época como um veículo de caráter forte, voltado para motoristas puristas que preferiam a paixão mecânica de um clássico à frieza dos modernos e práticos compactos esportivos.


































O retorno à pureza e a despedida do ícone (1990–1993)


Em janeiro de 1990, no Salão de Detroit, a Alfa Romeo realizou uma homenagem aos seus fiéis clientes americanos ao revelar a quarta e última geração do conversível. Dois meses depois, o veículo desembarcou na Europa com um visual que finalmente recuperava a pureza e a leveza das linhas originais desenhadas por Pininfarina.


Nesta última fase, todos os apliques plásticos pesados dos anos 80 foram eliminados. O spoiler traseiro desapareceu, as lanternas traseiras ganharam formas limpas e horizontais, e os para-choques passaram a ser perfeitamente integrados e pintados na cor da carroceria. No interior, que recuperou elementos clássicos como o relógio analógico de ponteiros, a sofisticação aumentou.


Sob o capô, a modernidade se aliou ao clássico motor bialbero de 2.0 litros, que recebeu um inovador sistema de comando de válvulas variável patenteado pela Alfa Romeo e injeção eletrônica Bosch Motronic. Pela primeira vez na história do modelo, a direção recebeu assistência hidráulica, atenuando a dureza das manobras.


A produção do clássico encerrou-se definitivamente em 1993. Após quase três décadas de história ininterrupta, a silhueta do Alfa Romeo Spider já estava imortalizada no imaginário coletivo mundial como um dos maiores símbolos do universo motos italiano. O Spider representou um estilo de vida apaixonado e a liberdade da pilotagem ao ar livre.












































4ª etapa da Copa FT BR Sport de Arrancada ocorre de 10 a 13 de setembro no Autódromo FuelTech Velopark


Após três etapas realizadas, as disputas entre os primeiros colocados estão acirradas; evento conta com uma infraestrutura completa para as famílias





A Copa FT BR Sport de Arrancada chega à 4ª etapa entre os dias 10 e 13 de setembro no Autódromo FuelTech Velopark, em Nova Santa Rita (RS). Pensado para toda a família, o evento conta com uma infraestrutura completa: praça de alimentação com cerca de 30 opções gastronômicas, Espaço Kids Molekinha e Molekinho, Lounge VIP BR Sport e visitação aos boxes e ao setor de experiências, onde dezenas de empresas expõem e comercializam produtos e serviços automotivos. Os ingressos já estão à venda no site oficial: www.autodromofueltech.com.br.


Após três etapas, as disputas entre os primeiros colocados estão acirradas, representando toda a emoção travada a cada puxada dentro da pista. A Pro Mod (PM) é liderada por Roderjan Busato (82 pontos), que obteve duas vitórias e um quarto lugar. Na segunda colocação está Aristeu Júnior (55 pontos) e, na terceira, Israel Fontanella (36 pontos). Na Drag Bike (DB), Fernando Boiani lidera com 67 pontos, seguido de perto por Murilo Gomes (60 pontos) e Rogério Porto (45 pontos). Já na Drag Junior 6.9s (DJ6.9), Guilherme Bueno tem 95 pontos e lidera com maior vantagem em relação a Murilo Takeda, segundo colocado com 30 pontos. Confira os resultados das demais categorias no link www.prodeme.com.br/classificacao?campeonato=664.







Além desta 4ª etapa, a 5ª e última rodada será realizada de 3 a 6 de dezembro, definindo os campeões de cada categoria. Para informações adicionais, acesse o site www.autodromofueltech.com.br e siga o Autódromo FuelTech Velopark no Instagram: @autodromofueltech.



SERVIÇO:

O quê: 4ª etapa da Copa FT BR Sport de Arrancada

Quando: 10/9 (quinta-feira), 11/9 (sexta-feira), 12/9 (sábado) e 13/9 (domingo)

Onde: Autódromo FuelTech Velopark, às margens da BR-386, em Nova Santa Rita (RS)

Ingressos e informações: site www.autodromofueltech.com.br e Instagram @autodromofueltech

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Informações à imprensa:

4WD Comunicação
Adair Santos | Jornalista automotivo
Assessor de imprensa do Autódromo FuelTech Velopark – Nova Santa Rita (RS)
Contatos: imprensa@4wdcom.com.br

Acesse a sala de imprensa para baixar outros releases e fotos:
https://adairsantos.pressroom.com.br/cliente/autodromo-fueltech-velopark/

Marcelo Shan é campeão na categoria Sport da Copa Joy Chevrolet


Piloto do carro #74 garantiu o troféu da temporada após etapa emocionante na capital paulista.






O final de semana da sexta etapa da temporada de 2026 da Copa Joy Chevrolet foi de muita comemoração para Marcelo Shan, que conquistou o título da categoria Sport em corridas Sprint, em São Paulo.


A disputa pelo campeonato foi acirrada e teve os pilotos Leandro Henrique (#27) e Simão Chamorro (#33) na briga direta. Após vencer a primeira prova do fim de semana, Shan entrou na pista para a última disputa precisando administrar o resultado e garantir pontos importantes na tabela.


Na nona volta da segunda prova, um imprevisto quase custou o campeonato: a roda do #74 acabou se soltando após a quebra de prisioneiros na tomada do S, forçando o abandono. No entanto, com a marca atingida de 75% da prova concluída, ele garantiu a quarta colocação na etapa e assegurou o caneco.


"Fizemos a última corrida precisando terminar, correndo com o regulamento embaixo do braço, com tranquilidade. Quando completamos a nona volta, infelizmente caiu a roda no S. Mas atingimos 75% da prova e fomos campeões da Sprint da Copa Joy Chevrolet de 2026", celebrou o piloto.


Questionado sobre o incidente na pista, Shan garantiu que o problema não foi causado por disputas de posições: "Simplesmente aconteceu a quebra dos prisioneiros da roda, não toquei em nada, não bati em ninguém, nem na zebra eu pisei hoje. Eu precisava apenas chegar."






Ao final, o campeão fez questão de exaltar o nível da competição e o fair play dos concorrentes ao longo do ano: "Quero agradecer a Copa Joy Chevrolet e aos adversários. Foram corridas limpas, todo mundo se respeitando. Parabéns para todo mundo, foi muito legal”, concluiu.


Marcelo Shan conta com o apoio da Maximum Boxing, Premiere – Etiquetas e Metais, Hub Interlagos, VP – Brindes e Desing e Portal e TV High Speed Brazil.


Classificação final da temporada Sprint da Copa Joy Chevrolet -Categoria Sport

1º – #74 Marcelo Pinto – 252 pontos
2º – #33 Simon Chamorro – 242 pontos
3º – #27 Leandro Henrique – 233 pontos
4º – #7 Bruno Bornancia – 204 pontos
5º – #86 Gerson Lovato – 180 pontos
6º – #11 Sandro Siqueira – 142 pontos
7º – #7 Rodrigo Pedroso e Bruno Bornancia – 36 pontos
8º – #126 Erick Dantas – 25 pontos







Onde acompanhar

As disputas da Copa Joy Chevrolet podem ser acompanhadas pelo Portal e TV High Speed Brazil, no canal do YouTube High Speed TV Brazil, e também no canal oficial da Alpie no YouTube, além das diversas plataformas e redes sociais, como Facebook, X, Twitch e Instagram.


Na Rede NGT, a transmissão pode ser acompanhada pelo canal 3.1 em São Paulo, com cobertura da capital, Grande São Paulo e NET Osasco, e pelo canal 12.1 no Rio de Janeiro, entre SBT e Record, com cobertura da capital, Grande Rio, NET RJ e Oi RJ.


A programação também está disponível pela Soul TV, canal 48 nas TVs LG e Samsung e pelo aplicativo SoulTV, além do site da Rede NGT. A emissora está há 25 anos no ar em canal aberto digital nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.


O público também pode assistir por meio do CBTV Play, pelo aplicativo CBTV Play, canal 68 da Moobi TV, canal 192 da Infini TV, Acenet, CXTV, Amazon Fire TV, Google TV, Apple TV, Box Brazil Play e ITV.


A Unique TV pode ser acompanhada por seu site e pelas operadoras de TV por assinatura Olé e CDNTV, além das plataformas SoulTV, UniquePlay, Dah! Play e Innova TV.


Assista também pelo nosso canal na PhizTV: High Speed TV | PhizTV.

Fotos: Paulo Abreu – Portal e TV High Speed Brazil
Por: Matheus Furlan – MTB 73748/SP – Portal e TV High Speed Brazil