domingo, 23 de agosto de 2026

Jeff Gordon domina as ruas de Washington na prova especial da IROC


Oito lendas do automobilismo mundial aceleram a 150 mph, revivendo o prestígio da International Race of Champions (IROC) em um grid que reuniu sete gerações de máquinas clássicas sob a sombra do Capitólio.




Jeff Gordon foi o grande destaque da IROC em Washington




Assistir ao ronco de motores V8 ecoando entre os monumentos de Washington D.C. não é apenas um evento esportivo; é uma ode à história da velocidade. O circuito temporário de 1,7 milha, desenhado no coração político dos Estados Unidos, serviu como o palco perfeito para o renascimento da IROC (International Race of Champions). O conceito, imutável desde 1973, busca responder à pergunta definitiva: "quem é o melhor piloto?". Sob o comando de Ray Evernham e do lendário Jay Signori — o mestre que ensinou a Evernham os segredos da preparação técnica —, máquinas icônicas como os Pontiac Firebirds e Chevrolet Camaros foram alinhadas. Para os entusiastas, um detalhe visual revelava a origem dos competidores: carros com bicos de cor sólida representavam os astros da NASCAR, enquanto os bicos bicolores identificavam os especialistas de Indy e Sports Cars. A atmosfera era de pura nostalgia quando o lendário Al Unser Jr. liderou o pelotão com o carro reserva "Stars and Stripes", preparando o terreno para uma batalha épica.





Corrida 1: a escalada de Jeff Gordon

A primeira bateria de 10 voltas testou a resiliência dos veteranos em um asfalto ondulado e implacável. Bobby Labonte largou na pole, mas foi Bill Elliott, aos 70 anos, quem saltou para a liderança. Elliott, mestre dos ovais, admitiu honestamente que circuitos de rua "não eram sua praia", mas sua performance inicial provou o contrário. O traçado estreito logo cobrou seu preço: Helio Castroneves e Tommy Kendall protagonizaram um duelo físico, com toques que amassaram as carenagens e elevaram a tensão. Tony Kanaan, por sua vez, lutava contra freios superaquecidos que o forçaram a uma saída na área de escape.


Contudo, Jeff Gordon foi o protagonista absoluto. Partindo da sétima posição (última fila) em seu Pontiac Firebird 1996 prateado — o mesmo carro com que venceu em Daytona em 1998 —, Gordon deu uma aula de pilotagem. Enquanto realizava comentários ao vivo de dentro do cockpit para a Fox Sports, Gordon descrevia os desafios técnicos de domar os pulos de roda nas zonas de frenagem e a precisão necessária nos downshifts para não desequilibrar a máquina nos calombos das ruas. Com ultrapassagens cirúrgicas sobre Elliott e Castroneves, Gordon selou a vitória na primeira prova.


Pódio - Corrida 1:
1º - Jeff Gordon (NASCAR)
2º - Kurt Busch (NASCAR)
3º - Helio Castroneves (Indy/Sports Car)



Bastidores: o resgate da bandeira americana

A resiliência técnica da equipe IROC foi testada no intervalo das provas. Rusty Wallace, um dos nomes mais celebrados da tarde, enfrentou um problema crítico: os parafusos da tampa de válvula de seu motor se quebraram, gerando um vazamento de óleo que ameaçava sua participação. Sem tempo para reparos complexos, a organização acionou o carro reserva "Stars and Stripes". Originalmente destinado a exibições e pilotado por Al Unser Jr. como pace car, o veículo decorado com as estrelas e listras da bandeira americana tornou-se a montaria de Wallace. O impacto visual de ver o carro patriótico cortando a Pennsylvania Avenue sob o sol de Washington tornou-se a imagem definitiva do Freedom 250 Grand Prix.






































Corrida 2: o domínio do campeão e o caos do grid invertido

Com o grid invertido para a segunda bateria, a emoção foi garantida. Tony Kanaan, buscando redenção após os problemas de freio da primeira prova, assumiu a pole e liderou com autoridade inicial. No entanto, Jeff Gordon e Kurt Busch, partindo do fundo do pelotão, iniciaram uma caçada implacável. Busch relatava que os freios já estavam ficando baixos, mas o desejo de vencer lendas que ele assistia na infância o mantinha agressivo.


O momento decisivo ocorreu quando Helio Castroneves, pressionado no pelotão de frente, entrou “quente demais" em uma curva e rodou. Gordon, que vinha logo atrás, suspeitou que o resíduo de óleo do incidente anterior de Rusty pudesse ter contribuído para a falta de aderência do brasileiro. Com o caminho livre, Gordon superou Kanaan para assumir a liderança e rumar para o triunfo do final de semana. No meio do pelotão, a competitividade não esmoreceu: Labonte, Kendall e o veterano Elliott travaram uma batalha ferrenha por posições intermediárias, tratando a exibição com a seriedade de uma disputa de campeonato.






Resultados das provas


Corrida 1

1º - Jeff Gordon
2º - Kurt Busch
3º - Helio Castroneves
4º - Bill Elliott
5º - Rusty Wallace
6º - Bobby Labonte
7º - Tommy Kendall
8º - Tony Kanaan


Corrida 2

1º - Jeff Gordon
2º - Kurt Busch
3º - Tony Kanaan
4º - Bobby Labonte
5º - Tommy Kendall
6º - Bill Elliott
7º - Rusty Wallace
8º - Helio Castroneves






Celebração e legado

Ao cruzar a linha de chegada pela segunda vez, Jeff Gordon não apenas garantiu o troféu geral, mas deixou uma marca— literalmente — no asfalto da capital. Seus burnouts de comemoração encheram a linha de chegada de fumaça, arrancando aplausos da multidão presente no National Mall. Pela melhor média de resultados, Gordon foi premiado com o troféu de campeão e um exclusivo relógio comemorativo.






"Correr aqui, na Pennsylvania Avenue, com meus heróis e lendas é algo que eu nunca imaginei", declarou um emocionado Jeff Gordon. Kurt Busch, radiante, comparou-se a um "garoto em uma loja de doces", enquanto Tony Kanaan ressaltou a honra de dividir a pista com pilotos que ele admirava desde o início de sua carreira. O Freedom 250 Grand Prix provou que o renascimento da IROC é mais do que um exercício de nostalgia; é a reafirmação de que o talento puro desses gigantes, agora na casa dos 70 anos em alguns casos, continua a ser um grande espetáculo.













A história da Stock Junior – 2006 - 2009


A Stock Jr. surgiu como uma resposta estratégica da Vicar e da família Giaffone a um hiato histórico no automobilismo brasileiro. Entre o kart e os potentes Stock V8, faltava uma escola técnica e economicamente viável para lapidar jovens talentos. O projeto foi apresentado oficialmente em 18 de novembro de 2005, no Kartódromo da Granja Viana, por Zeca e Felipe Giaffone. O conceito era revolucionário para os padrões nacionais: o "carro de aluguel". Sob a responsabilidade da ZF Products, a manutenção e a equalização eram centralizadas, garantindo que o talento do piloto prevalecesse sobre o orçamento. Com um custo estimado de R$ 8 mil por prova, a categoria democratizou o acesso ao esporte em nível profissional.



Uma das primeiras projeções gráficas de como poderia ser o carro da Stock Jr.



A inspiração veio da americana "600 Racing Inc.", que utilizava motores de 1300cc. No entanto, o projeto passou por uma rigorosa aclimatação ao "gosto brasileiro". Zeca Giaffone adaptou o conjunto para o motor Yamaha 1250cc, refinando o bólido para que ele fosse mais do que um iniciador: fosse um verdadeiro teste de fogo. Antes mesmo da primeira luz verde, o carro precisou provar sua valentia nos cronômetros de Interlagos, mostrando que a "baratinha", como ficou carinhosamente conhecida, tinha veneno de sobra.



Anatomia e performance: o DNA técnico do mini-bólido

Para o jovem que saía do kart, o cockpit da Stock Jr. era um choque de realidade e aprendizado. O chassi tubular e a tração traseira exigiam uma tocada refinada, sem o auxílio de eletrônica, forçando o piloto a dominar a arte do "punta-taco" e o controle de direção. A transmissão era um capítulo à parte: um câmbio sequencial de 5 marchas estilo "moto", onde a 1ª era engatada para frente e as demais para trás. A embreagem? Apenas para a largada. Uma vez em movimento, o piloto vivia o som ensurdecedor das retas apenas trocando marchas no tempo e freiando com o pé esquerdo para manter o giro do motor Yamaha sempre no pico de potência.

Ficha técnica

Motor
Yamaha 1250cc (4 cilindros em linha, aclimatação ZF)


Potência
130 hp a 9.800 rpm


Peso
600 kg (incluindo o piloto)


Câmbio
Sequencial de 5 marchas (1ª para frente, demais para trás)


Pneus
Radiais BF Goodrich (específicos para a categoria)


Velocidade Máxima
200 km/h



A performance do bólido surpreendeu. Na fase de desenvolvimento, o piloto Ricardo Maurício testou o modelo para a revista Racing e registrou 2min00s535, mas foi o ex-kartista Paulo Carcasci quem cravou a marca histórica de 1min59s5. O impacto jornalístico foi imediato: o Stock Jr. foi mais rápido que os carros da Copa Clio. Era a prova cabal de que o projeto da ZF fora muito bem desenvolvido.



O primeiro protótipo do Stock Jr. ainda com a carenagem da categoria americana





Felipe Giaffone e Ricardo Maurício trocando ideias sobre o desempenho do carrinho





Ricardo Maurício testou o protótipo para a Revista Racing ainda em 2005

























A seletiva Tony Kanaan e o grid inaugural

Para conferir um selo de aprovação internacional, a categoria contou com o prestígio de Tony Kanaan. Em fevereiro de 2006, o astro da Indy promoveu uma seletiva para escolher o piloto que defenderia as cores da Kanaan Racing. Com um corpo de jurados técnico formado por Paulo Carcasci, Afonso Giaffone e o jornalista Américo Teixeira Jr., os candidatos foram avaliados dentro e fora da pista. O vencedor foi o carioca Felipe Polehto, que superou nomes como Rafael Suzuki e Mário Romancini.

O grid inaugural de 2006 refletiu a ambição nacional da categoria, unindo pilotos de diversas regiões:
Distrito Federal: Diogo Broka e Rogério Nery.
Estados Unidos: Tercetti Júnior.
Mato Grosso: Emerson Reck e Wanderley Reck.
Minas Gerais: Ítalo Jorge.
Rio de Janeiro: Felipe Polehto.
Rio Grande do Sul: Marcio Campos.
Santa Catarina: Cristian Mohr e Rafael Oliveira.
São Paulo: Cauê Carvalho, Thiago Riberi, Jason Oliveira, Rafael Negrão, entre outros.




A seletiva promovida por Tony Kanaan








O Stock Jr. em testes já com a sua carroceria definida para a temporada de estreia em 2006















Temporada 2006: o ano da estreia

O ano de estreia estabeleceu o formato de rodadas duplas, dividindo as disputas entre as classes Pro (jovens talentos) e Master (veteranos acima de 35 anos). O domínio inicial foi de Felipe Polehto, mas a temporada serviu para mostrar a rápida adaptação dos kartistas ao câmbio sequencial e à dinâmica do chassi tubular.

A temporada inaugural da Stock Jr. dividiu os finais de semana com a Stock Car V8 e a Stock Light, exigindo uma rápida transição dos pilotos de kart para o comportamento arisco da tração traseira em carros tubulares.

Campeão Geral/Pro: Felipe Polehtto
Campeão Master: Linneu Linardi


Resultados detalhados etapa a etapa

Etapa 1 – Interlagos (São Paulo/SP):

Pole Position: Felipe Polehtto (Pro) / Linneu Linardi (Master)

Vencedor Bateria 1: Felipe Polehtto (Pro) / Linneu Linardi (Master)

Vencedor Bateria 2: Felipe Polehtto (Pro) / Alfonso Giaffone (Master)

A primeira corrida da história da categoria teve o domínio incontestável de Felipe Polehtto, estabelecendo-se como a grande referência da Pro.





Etapa 2 – Tarumã (Viamão/RS):

Vencedores: Felipe Polehtto (Bateria 1) e Cassio Homem de Mello (Bateria 2)

Primeiro teste real nas curvas de alta velocidade do clássico circuito gaúcho, onde o vácuo se provou uma arma crucial.



Etapa 3 – Campo Grande (MS):

Vencedores: Felipe Polehtto (Pro) / Alfonso Giaffone (Master)

O calor escaldante do Centro-Oeste testou os limites físicos dos pilotos e o arrefecimento dos motores Yamaha.



Etapa 4 – Interlagos (São Paulo/SP):

Vencedor Bateria 1: Cauê Carvalho (Pro) (etapa que marcou também o retorno de William Freire).

Vencedor Bateria 2: Felipe Polehtto (Pro)

Primeira vez que o domínio absoluto de Polehtto foi quebrado, graças a uma vitória brilhante e cirúrgica de Cauê Carvalho na primeira corrida.



Etapa 5 – Londrina (PR):

Vencedores: Felipe Polehtto (Pro) / Linneu Linardi (Master)

Disputas intensas de porta com porta e constantes trocas de posição no travado circuito do norte paranaense.



Etapa 6 – Curitiba (Pinhais/PR):

Vencedores: Thiago Riberi (Pro) / Linneu Linardi (Master)

Disputada em agosto, a etapa teve a estreia de Paulo Faria, Felipe Massani e Júlio Carlos. Na pista, o destaque foi a disputa direta entre Polehtto (493 pontos) e Cassio Homem de Mello (492 pontos) na Pro, enquanto Amílcar Collares liderava a Master (504 pontos) contra Jason Oliveira (487,5). Na corrida, Thiago Riberi conquistou sua primeira vitória marcante na categoria, anunciando seu favoritismo para o ano seguinte.



Etapa 7 – Tarumã (Viamão/RS):

Vencedores: Felipe Polehtto (Pro) / Jason Oliveira (Master)

Penúltima rodada do ano. Polehtto abriu uma vantagem crucial de pontos antes da grande final paulista.



Etapa 8 – Interlagos (São Paulo/SP):

Pole Position: Felipe Polehtto

Vencedor Bateria 1 (Sábado - 23ª etapa da história): Thiago Riberi (SP) – 11 voltas em 24min03s433 (média de 118,21 km/h) / Linneu Linardi (Master).

Vencedor Bateria 2 (Domingo - 24ª etapa da história): Thiago Riberi (SP) – 11 voltas em 23min50s338 (média de 119,29 km/h) / Linneu Linardi (Master).

Diante de um público histórico de 42 mil pagantes em Interlagos, as duas baterias da final foram de tirar o fôlego. No sábado, Riberi venceu ultrapassando na linha de chegada, batendo Polehtto por apenas 0s036 e Cassio Homem de Mello por 0s083 (a diferença do 1º ao 4º colocado foi de meros 131 milésimos; melhor volta de Polehtto com 2min00s662). No domingo, Riberi repetiu o triunfo batendo Cauê Carvalho por 0s037 e Polehtto por 0s052 (melhor volta de Cauê com 2min01s405). Apesar do show de Riberi, a incrível regularidade de Felipe Polehtto garantiu-lhe o primeiro título da história da classe Pro, enquanto Linneu Linardi coroou sua grande campanha como o primeiro campeão Master.



Cássio Homem de Mello




Thiago Riberi










Felipe Polehto, o campeão da classe PRO





Rafael Negrão







A invasão canina na etapa do Rio de Janeiro







A disputa em Curitiba













O campeão da categoria Master, Linei Linardi




Temporada 2007: consolidação e emoção



A categoria amadureceu, com grids repletos de novos talentos e disputas ferrenhas de vácuo em circuitos como o de Santa Cruz do Sul e o de Brasília.


Campeão Geral/Pro: Thiago Riberi
Campeão Master: Jason Oliveira




Na freada para o S do Senna em Interlagos, é possível ver bem a mudança na bolha do Stock Jr. a partir de 2007



Resultados detalhados etapa a etapa


Etapa 1 – Interlagos (São Paulo/SP):

Pole Position: Rafael Negrão

Vencedor Bateria 1: Cauê Carvalho (Pro) / Jason Oliveira (Master)

Vencedor Bateria 2: Thiago Riberi (Pro) / Jason Oliveira (Master)

Um impressionante acidente no "S do Senna" envolvendo Rafael Negrão e Eduardo Leite desmantelou o pelotão de sete carros que brigava de forma insana pela liderança.



Etapa 2 – Curitiba (Pinhais/PR):

Pole Position: Cassio Homem de Mello

Vencedores: Cassio Homem de Mello (Pro) / Jason Oliveira (Master)

Após problemas no treino classificatório, Cassio largou de uma improvável 11ª posição e realizou uma das maiores corridas de recuperação da história da categoria para vencer na classificação geral.



Etapa 3 – Campo Grande (MS):

Vencedores: Rafael Negrão (Geral/Pro) / Jason Oliveira (Master)

Negrão foi o dono absoluto do final de semana, cravando a pole e vencendo com ritmo devastador no asfalto sul-mato-grossense.



Etapa 4 – Interlagos (São Paulo/SP):

Vencedores: Thiago Riberi (Pro) / Jason Oliveira (Master)

Com ultrapassagens cirúrgicas na curva da Junção, Riberi garantiu a vitória e assumiu o controle da tabela do campeonato.



Etapa 5 – Londrina (PR):

Vencedores: Eduardo Leite (Pro) / Rodrigo Navarro (Master)

Eduardo Leite conquistou sua primeira e suada vitória do ano, liderando um grid compacto em que as diferenças de tempo eram de milésimos.



Etapa 6 – Santa Cruz do Sul (RS):

Vencedores: Thiago Riberi (Pro) / Jason Oliveira (Master)

Estreia oficial dos mini-bólidos no técnico, ondulado e exigente circuito do interior gaúcho.



Etapa 7 – Tarumã (Viamão/RS):

Vencedores: Lucas Finger (Pro) / Jason Oliveira (Master)

Primeira vitória na divisão Pro do jovem paranaense Lucas Finger, consolidando seu nome para a disputa de títulos no futuro.



Etapa 8 – Brasília (DF):

Vencedores: Thiago Riberi (Pro) / Jason Oliveira (Master)

Corrida espetacular com troca incessante de posições e vácuo extremo no veloz traçado do Anel Externo do Autódromo Nelson Piquet.



Etapa 9 – Interlagos (São Paulo/SP):

A rodada final da temporada começou cercada de expectativas. Havia a empolgante estreia do jovem kartista de Sorocaba, Fábio Fogaça, de apenas 16 anos, que utilizou o carro de número 72 como uma homenagem ao pai, Djalma Fogaça (piloto da Fórmula Truck que fizera história com esse número na Stock Car nos anos 90).

Contudo, o campeonato terminou de forma abrupta e triste. No domingo, 9 de dezembro de 2007, durante a 7ª volta da corrida preliminar da Stock Car Light, o piloto paranaense Rafael Sperafico sofreu um gravíssimo acidente fatal na curva do Café. Após chocar-se na proteção externa, seu carro retornou de lado à pista e foi atingido em cheio pelo carro de Renato Russo. O impacto causou traumatismo craniano e óbito instantâneo. Em sinal de luto e respeito, a Vicar cancelou imediatamente todas as atividades do dia em Interlagos. Como a rodada final da Stock Jr. não foi realizada, a temporada foi encerrada com as pontuações da etapa anterior, coroando Thiago Riberi como o campeão Pro e Jason Oliveira como campeão Master.



Patrick Gonçalves





Rodrigo Navarro







Eduardo Leite











Rafael Negrão



















Rafael Negrão






















Cassio Homem de Mello










Beto Cavaleiro










Jason Oliveira




Beto Cavaleiro































Cauê Carvalho








Patrick Gonçalves




João Marcelo de Carvalho
















Thiago Riberi, Cauê Carvalho e Cássio Homem de Mello no da 1ª etapa em Interlagos










Temporada 2008: o auge técnico e grandes batalhas na pista


Consolidada como um grande espetáculo de pilotagem e com transmissões de TV ao vivo no canal a cabo, a categoria viveu em 2008 seu ano mais equilibrado, decidido nas últimas curvas.

Campeão Geral/Pro: Lucas Finger

Campeão Master: Patrick Gonçalves (Jason Oliveira disputou o tricampeonato até o fim).




No detalhe da foto, a principal mudança visual do Stock Jr. para a temporada de 2008: a asa traseira acima da capota





Resultados detalhados etapa a etapa


Etapa 1 – Interlagos (São Paulo/SP):

Vencedores: Patrick Gonçalves (Geral/Pro) / Jason Oliveira (Master)

Estreia espetacular do piloto soteropolitano Patrick Gonçalves, surpreendendo os favoritos ao vencer no geral logo em sua primeira corrida.



Etapa 2 – Brasília (DF):

Vencedores: Lucas Finger (Pro) / Patrick Gonçalves (Master)

A chegada mais apertada da história da Stock Jr: apenas 0s2 separaram o vencedor do 5º colocado na bandeirada.



Etapa 3 – Curitiba (Pinhais/PR):

Vencedores: Daniel Pflaumer (Pro) / Jason Oliveira (Master)

Pflaumer conquistou uma vitória cirúrgica após travar um duelo estratégico e mental contra Lucas Finger e Rafael Negrão.



Etapa 4 – Santa Cruz do Sul (RS):

Vencedores: Lucas Finger (Pro) / Patrick Gonçalves (Master)

Pilotagem agressiva e precisa rendeu a Finger a vitória, recolocando-o na briga direta pelo topo da tabela.



Etapa 5 – Campo Grande (MS):

Pole Position: Rafael Negrão com 1min43s746 (média de 119,12 km/h), seguido por Lucas Finger (1min43s884) e Daniel Pflaumer (1min43s926). Patrick Gonçalves foi o melhor na Master (1min44s114).

Vencedores: Rafael Negrão (Geral/Pro) / Patrick Gonçalves (Master)

Negrão, Finger e Gonçalves proporcionaram um show de ultrapassagens limpas até o último centímetro de pista na última volta.



Etapa 6 – Interlagos (São Paulo/SP):

Pole Position: Lucas Finger com 2min00s533 (média de 128,69 km/h), superando Fábio Fogaça (2min00s792). Patrick Gonçalves foi o pole na Master (2min01s008).

Lucas Finger (Pro) / Jason Oliveira (Master)

Lucas Finger vence de ponta a ponta e assume a liderança isolada do certame em Interlagos.



Etapa 7 – Londrina (PR):

Vencedores: Fábio Fogaça (Pro) / Patrick Gonçalves (Master)

Com apenas 16 anos, Fábio Fogaça conquistou sua emocionante primeira vitória na categoria, consolidando o início de sua ascensão meteórica no automobilismo.



Etapa 8 – Tarumã (Viamão/RS):

Vencedores: Lucas Finger (Pro) / Jason Oliveira (Master)

Com pista bastante veloz, Finger adotou uma pilotagem calculista para vencer e garantir pontos de ouro.



Etapa 9 – Curitiba (Pinhais/PR):

Pole Position: Grid definido sob pista muito úmida. O sorocabano Fábio Fogaça qualificou-se em 7º (quarta fila) devido à pista ter secado mais rápido para quem foi à pista depois.

Vencedores: Fábio Fogaça (Pro) / Patrick Gonçalves (Master)

Sob condições climáticas extremamente difíceis, Fogaça deu um verdadeiro show na chuva. Largou de sétimo, escalou o pelotão com ultrapassagens magistrais e venceu na classificação geral.



Etapa 10 – Tarumã (Viamão/RS):

Pole Position: Lucas Finger cravou a pole sob garoa e pista molhada com 1min22s263 (média de 131,98 km/h), seguido por Sérgio Ramalho (1min22s435) e Fábio Fogaça (1min22s712).

Vencedores: Sérgio Ramalho (PE) – 22 voltas em 30min06s120 (média de 132,25 km/h) / Patrick Gonçalves (Master), que terminou em 3º na geral.

Corrida espetacular e eletrizante. Sérgio Ramalho pulou para a ponta na largada e suportou a pressão implacável de Fábio Fogaça (que largou em 3º e assumiu o segundo lugar após a relargada do Safety Car). Na linha de chegada, Ramalho bateu Fogaça por meros 0s182 de diferença. Patrick Gonçalves assumiu a liderança do campeonato com 199 pontos contra 169 de Finger.



Etapa 11 – Interlagos (São Paulo/SP):

Pole Position: Lucas Finger garantiu a posição de honra com o tempo de 2min00s453 (média de 128,78 km/h), batendo Fábio Fogaça (2min00s998).

Vencedores: Lucas Finger (PR) – 14 voltas em 30min59s110 (média de 116,81 km/h) / João Marcelo de Carvalho (Master).

A grande decisão do título de 2008 foi dramática. Logo no início, Fábio Fogaça sofreu um toque na traseira por João Marcelo de Carvalho (que recebeu punição de drive-thru), rodando e caindo para último. Fogaça fez excelente corrida de recuperação até o 7º lugar no Safety Car. Após a relargada, ao tentar ultrapassar Patrick Gonçalves por fora na Descida do Lago, sofreu outro toque que danificou seu carro, forçando o abandono a 5 voltas do fim. Patrick Gonçalves cruzou a linha de chegada, mas recebeu uma punição de 20 segundos adicionais pelo incidente. Com a penalização, Patrick perdeu posições vitais, enquanto Lucas Finger venceu a corrida e faturou o título geral/Pro com 198 pontos, batendo Patrick por apenas 3 pontos (195). Patrick, contudo, celebrou o título Master da temporada.




Lucas Finger à frente





Da esquerda para direira, Lucas Finger, Daniel Pflaumer e Pedro Boesel




























































Lucas Finger








Os carros de Lucas Finger e Paulo Salustiano


















Presença feminina da piloto Ana Lima













Temporada 2009: o capítulo final de uma era e a hegemonia Fogaça

A última temporada sob o regulamento original foi amplamente dominada pelo fenômeno Fábio Fogaça, além de marcar a estreia histórica da Stock Jr. em circuitos de rua.

Campeão Geral/Pro: Fábio Fogaça
Campeão Master: João Marcelo



Fabio Fogaça liderando o pelotão em Interlagos




Resultados detalhados etapa a etapa


Etapa 1 – Interlagos (São Paulo/SP):

Vencedores: Fábio Fogaça (Pro) / João Marcelo (Master)

Demonstrando grande maturidade, Fogaça iniciou a campanha de seu título vencendo de ponta a ponta sem dar chances aos rivais.



Etapa 2 – Curitiba (Pinhais/PR):

Pole Position: Fábio Fogaça

Vencedores: Patrick Gonçalves – 17 voltas em 30min42s553 (média de 122,72 km/h) / João Marcelo (Master), sendo Pedro Boesel o melhor da Pro não-Master na prova.

Largando da pole, Fogaça disparou na liderança abrindo impressionantes 5 segundos de vantagem. Contudo, após a relargada de um Safety Car, a segunda marcha do câmbio sequencial quebrou na curva do Bico de Pato. Para piorar, o motor foi avariado, jogando fumaça e óleo dentro do cockpit. Mesmo com esses problemas dramáticos, Fábio conseguiu manter a diferença e levou o carro ao pódio em 2º lugar, assumindo a liderança do campeonato com 38 pontos.



Etapa 3 – Brasília (DF):

Pole Position: Fábio Fogaça com 1min12s198

Fábio Fogaça (Pro) / Rodrigo Barone (Master)

Fogaça demonstrou amplo domínio de vácuo no rápido traçado do anel externo da Capital Federal para vencer de ponta a ponta.



Etapa 4 – Interlagos (São Paulo/SP):

Pole Position: Pedro Boesel com 2min01s008 (média de 128,19 km/h), com Fogaça em 2º (2min01s227) e João Marcelo em 3º (2min01s339).

Vencedores: João Marcelo (Master) – 14 voltas em 31min34s903 / Fábio Fogaça (vencedor Pro).

Corrida espetacular e decidida nos metros finais. Fogaça e João Marcelo se revezaram na liderança a prova inteira. Na última volta, Fogaça entrou na reta final na liderança, mas com um motor de menor rendimento em reta, João Marcelo aproveitou perfeitamente o vácuo e venceu por incríveis 0s109 de vantagem sobre Fogaça, com Rodrigo Barone terminando em 3º a 0s171.



Etapa 5 – Salvador (BA) - Circuito de rua:

Pole Position: Patrick Gonçalves

Vencedores: Patrick Gonçalves (Geral/Pro) / João Marcelo (Master)

A primeira corrida de rua da história da Stock Car no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Nos treinos livres, Pedro Boesel marcou o melhor tempo de 1min25s379, mas após cortar uma chicane de pneus. Na corrida, o baiano Patrick Gonçalves usou a experiência local de correr em casa para levantar a torcida e vencer de forma consagradora.



Etapa 6 – Rio de Janeiro (Jacarepaguá/RJ):

Pole Position: Patrick Gonçalves com 1min35s590 (média de 125,63 km/h), batendo Pedro Boesel (1min35s663) e Fábio Fogaça (1min35s690).

Vencedores: Fábio Fogaça (SP) – 17 voltas em 30min03s608 (média de 113,19 km/h) / João Marcelo (Master).

Na penúltima visita da categoria ao histórico autódromo carioca antes de sua demolição, Fogaça largou em terceiro e assumiu a ponta logo no início, liderando de ponta a ponta e resistindo à forte pressão de Patrick Gonçalves (2º a 3s758) e Pedro Boesel (3º). Com a vitória, Fogaça alcançou os 118 pontos e empatou na liderança do campeonato com João Marcelo.



Etapa 7 – Campo Grande (MS):

Pole Position: Fábio Fogaça com 1min44s399 (média de 120,82 km/h), seguido por Pedro Boesel (1min45s641).

Vencedores: Fábio Fogaça (Pro) / Beto Cavaleiro (Master)

Sob forte calor e um asfalto abrasivo que gerou alto desgaste nos pneus, Fogaça garantiu sua segunda vitória consecutiva na temporada.



Etapa 8 – Curitiba (Pinhais/PR):

Treinos Livres: Beto Cavaleiro foi o destaque com o tempo de 1min02s738 (média de 146,32 km/h) no anel externo.

Vencedores: Fábio Fogaça (SP) – 28 voltas em 30min58s911 (média de 138,27 km/h) / Beto Cavaleiro (Master).

Fogaça largou em 3º, mas rapidamente assumiu a liderança com um ritmo fortíssimo de corrida. Venceu com imponente vantagem de 5s944 sobre Pedro Boesel e 13s031 sobre João Marcelo. Com a terceira vitória consecutiva, Fogacinha disparou na ponta da tabela com 178 pontos, abrindo uma confortável margem de 30 pontos sobre o vice-líder Pedro Boesel.



Etapa 9 – Brasília (DF):

Pole Position: Fábio Fogaça garantiu sua quinta pole na temporada com o tempo de 1min12s198 (média de 145,54 km/h), seguido de Pedro Boesel (1min12s485).

Vencedores: Pedro Boesel (PR) – 24 voltas em 31min04s882 (média de 135,23 km/h) / Adriano Griecco (Master), que completou em 3º no geral.

Pedro Boesel superou Fogaça logo após a largada. Fogaça vinha em segundo pressionando no vácuo, mas cometeu um erro a 6 voltas do fim, chocando-se contra a barreira de proteção externa e abandonando. Boesel cruzou a linha de chegada para garantir sua primeira vitória na Stock Jr., com o estreante Fabio Viscardi em segundo.



Etapa 10 – Interlagos (São Paulo/SP) [A Grande Final]:

Vencedores: Fábio Fogaça (SP) – 14 voltas em 30min24s900 (média de 119,00 km/h) / João Marcelo de Carvalho (Master).



A última corrida da história da Stock Jr., antes de dar lugar em 2010 ao Mini Challenge. Após travar duelos emocionantes nas primeiras voltas contra João Marcelo, Pedro Boesel e Rodrigo Barone, Fábio Fogaça dominou a segunda metade da prova de forma magistral para receber a bandeira quadriculada. Com quatro vitórias, seis poles e três melhores voltas no ano, Fábio Fogaça sagrou-se o grande campeão Pro de 2009 com 227 pontos. Na classe Master, João Marcelo consolidou o título da divisão.




















Patrick Gonçalves




































































Pedro Boesel





Galeria de campeões da Stock Jr. (2006–2009)


2007
Categoria Pro - Thiago Riberi
Categoria Master - Jason Oliveira


2008
Categoria Pro Lucas Finger
Categoria Master - Patrick Gonçalves

2009
Categoria Pro - Fábio Fogaça
Categoria Master - João Marcelo