Alpine e Mercedes , uma união feliz?
Chega a ser bizarra a parceria entre a equipe e os motores Mercedes. Parece muito mais uma jogada de desespero de Flávio Briatore para manter o time com um pingo de competitividade do que uma estratégia de marketing propriamente dita, já que o regulamento aerodinâmico da Fórmula 1 será completamente novo em 2026 e a equipe também quer dar um novo ar à sua operação.
Sinceramente, ainda acredito que a Renault não aproveitou a vantagem que tinha, já que essa mudança vem sendo anunciada desde junho de 2024 — tempo mais do que suficiente para a Renault, que é a dona da equipe, pensar em um bom projeto de motor para equipar seus carros neste ano.
É o fim de uma história que se reiniciou em 2002, quando a montadora francesa voltou à categoria com seu nome de fábrica e seu conjunto de motores V10, tão bem desenvolvidos a ponto de serem confiáveis e rápidos o bastante para bater a McLaren de Kimi Räikkönen em 2005 e Michael Schumacher com a Ferrari em 2006. A Renault virou a equipe a ser batida e levou o nome de Fernando Alonso à popularidade mundial com a conquista dos títulos de pilotos e construtores nesses dois anos.
Quando passou a se chamar Alpine, em 2021, por conta da vontade da Renault de ampliar sua divisão esportiva dentro do automobilismo, o time ainda manteve os ares de “casa do espanhol”. Mesmo sem vencer em seu retorno à categoria naquele mesmo ano, Alonso acompanhava de perto todas as atividades da equipe — desde celebrar junto a vitória de Esteban Ocon na Hungria até pilotar um modelo do time em uma exibição durante o fim de semana das 24 Horas de Le Mans. O pódio conquistado com o terceiro lugar no Catar só reforçou a ideia de que o antigo bicampeão e sua equipe poderiam, sim, voltar a brigar juntos para alavancar esse crescimento.
E o mais interessante é que esse caminho se concretizou, mas de uma forma diferente. A Alpine voltou a conquistar dois pódios com Ocon na temporada 2023, no mesmo ano em que seu antigo piloto brilhou pela Aston Martin, chegando a ser vice-líder do campeonato na fase inicial da temporada.
De certa forma, o divórcio não prejudicou o andamento das coisas, mas esse é um tipo de situação que já é até esperado, já que pilotos vêm e vão das equipes. Motores, por outro lado, são muito mais difíceis de desenvolver, e um carro não fica competitivo da noite para o dia.
Será que essa mudança para a Mercedes vai valer a pena? Comente e participe.

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