Imagine pegar a carroceria de um clássico sedã europeu de duas portas feito em 1967 — o lendário Opel Rekord — e transplantar nele a alma mecânica inteira de um Dodge Viper RT/10 de 1994. O resultado é uma fusão impressionante, unindo a estética do modelo que daria origem ao nosso Chevrolet Opala em 1968 à brutalidade de um superesportivo americano.
Coração de serpente: V10 8.0 e câmbio manual
Debaixo do capô do clássico alemão foi instalado o colossal motor V10 de 8,0 litros da primeira geração do Viper, entregando 405 cavalos de potência e impressionantes 64,2 kgfm de torque. O carro é equipado também por uma transmissão manual de seis marchas Tremec T56, mantendo o conjunto mecânico 100% fiel à especificação original de fábrica do muscle car.
Engenharia extrema: acomodando a bitola larga
Ajustar as proporções das duas plataformas exigiu modificações marcantes. Enquanto o comprimento total dos dois modelos é próximo — 4.550 mm no Opel contra 4.450 mm no Dodge —, a distância entre-eixos difere consideravelmente, com 2.668 mm no Rekord contra 2.440 mm no Viper.
Para colocar a força do V10 no asfalto e abrigar a bitola larga do superesportivo, os para-lamas do Rekord foram amplamente alargados:
- Eixo dianteiro: rodas 17×10” calçadas com pneus 275/40;
- Eixo traseiro: rodas de 17×13” com pneus 335/35.
Cockpit híbrido, suspensão e freios de pista
Por dentro, a cabine é um mix surpreendente de eras: a parte superior do painel original do Rekord foi preservada, mas integra o console central do Viper sobre o túnel de transmissão. Todos os instrumentos e mostradores do painel foram herdados diretamente do Dodge Viper.
A dinâmica do veículo também recebeu o pacote completo do esportivo para garantir controle:
- Suspensão: sistema independente por braços triangulares sobrepostos (double wishbone) nas quatro rodas;
- Freios: discos de 330 mm nas quatro rodas com pinças de quatro pistões na dianteira e um pistão na traseira.












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Arrasou Rodrigo
ResponderExcluirParabéns top 👏🏻!
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