quinta-feira, 12 de março de 2026

Coluna do Nathan Sahium #07


Não considero o bom início de temporada da Penske na Fórmula Indy como uma redenção completa, pois o processo ainda não está totalmente consolidado. No entanto, já é possível dizer que o segundo lugar de Scott McLaughlin em St. Petersburg, a pole de David Malukas, seguida pela vitória autoritária de Josef Newgarden em Phoenix no último sábado, mostram que a equipe está em uma recuperação acelerada após a irregularidade técnica nos treinos da Indy 500 do ano passado e a demissão do antigo chefe geral do time, Tim Cindric.






Sinceramente, não duvido do poder do time do grande capitão Roger Penske. A equipe, que também é vitoriosa nos tempos recentes da Nascar e até aparece bem na Fórmula E, trata a Fórmula Indy como uma espécie de “prata da casa”, por ter fundado suas raízes nas conquistas de Rick Mears, dos Al Unser (pai e filho), Emerson Fittipaldi e Hélio Castroneves. Por isso, a grande prioridade não era simplesmente estar totalmente dentro do regulamento, mas voltar de forma competitiva aos holofotes da categoria.


Na minha opinião, eles chegam inclusive em pé de igualdade com Alex Palou e a equipe Chip Ganassi para a disputa da prova no novo circuito de rua de Arlington, no Texas. Por ser um traçado desconhecido para todos, não há como ter certeza de que as estratégias de consumo de combustível e o rendimento dos pneus macios — agora usados em dois stints de prova — favorecerão tanto o espanhol da Ganassi quanto favoreceram em St. Pete.


Até hoje, quinta-feira, antes da prova, quando escrevo este artigo, não há dados de experiência prática ou informações colhidas em voltas lançadas. Por isso, a sexta-feira pode até ser a prova de que teremos uma disputa bastante parelha.


O único ponto que gera preocupação é a questão histórica. Nesse aspecto, a Ganassi realmente tem um retrospecto melhor em circuitos mistos do que a Penske. Ao somar Dixon, Palou e Ericsson e comparar com o ex-Penske Will Power e os atuais Newgarden e McLaughlin, o placar é até largo a favor da atual campeã da Indy. São 25 vitórias do time campeão contra 14 do time tradicional, em uma contagem iniciada em 2021, quando Palou estreou na equipe, até a etapa da Flórida, há duas semanas.


Claro que o cenário de demissões e polêmicas da Penske em 2025, somado à má fase de Power — que vinha desde 2023 —, não ajudou no estreitamento dessa estatística. Agora, com esse bom início de ano, já dá para imaginar novamente um equilíbrio e uma disputa entre essas duas equipes como a que existia na década de 2000.



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