Em 2001, o automobilismo brasileiro presenciou uma estreia de uma das primeiras categorias de utilitários do país, a Pick-up Racing, reunindo as principais picapes médias produzidas em nossa indústria automotiva. Idealizada pelo promotor paranaense Gerson Marques da Silva, a Pick-up Racing nasceu como uma categoria pioneira, dedicada exclusivamente a esses utilitários. Foram três anos de trabalho, testes e desenvolvimentos para concretizar a ideia, inclusive com a participação de duas picapes – uma Ford e uma S-10, na edição das 12 Horas de Tarumã em 2000. Longe de serem meros veículos de trabalho, picapes como a Chevrolet S-10, a Ford Ranger, Dodge Dakota e anos mais tarde, a Agrale Marruá, foram as protagonistas dessa nova era. Elas foram preparadas para as pistas de corrida e em pouco tempo, a categoria caiu no gosto do público, tornando-se uma das mais populares do país.
Temporada de 2001
A temporada de 2001 marcou o ano de estreia da Pick-up Racing, idealizada pelo paranaense Gerson Marques da Silva. O certame contou com as pick-ups Ford Ranger, Chevrolet S-10 e Chrysler Dakota e foi dominado de ponta a ponta pelo gaúcho João Campos - apelidado de "Schumacher dos Pampas" -, que venceu 14 das 16 baterias disputadas em toda a temporada.
O campeonato começou em 8 de abril de 2021, no Autódromo de Tarumã (RS), com vitória de João Campos. As rodadas seguintes (2ª e 3ª etapas) foram disputadas no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais (PR), em 13 de maio. Para dar mais emoção às disputas, a prova foi realizada no sentido inverso (anti-horário), algo inédito para os pilotos, segundo o administrador do autódromo, Flávio Trindade. Campos conquistou a pole position, sua primeira das oito poles a serem disputadas no ano. A primeira corrida, disputada sob chuva forte, foi vencida por Campos, seguido pelo também gaúcho Nelson Bazzo, de Chevrolet S10. Na segunda prova, com a pista ainda molhada mas sem chuva, Campos venceu novamente com uma vantagem de 14s683 sobre o paranaense Tazzio Borghesi, de Ford Ranger.
Em Londrina (PR), Campos conquistou mais uma pole position e venceu as duas provas seguintes, ambas disputadas sob chuva. Tazzio Borghesi, piloto local, foi o segundo colocado nas duas baterias, mesmo alegando levar vantagem por conhecer os atalhos da pista. Com quatro vitórias em quatro rodadas duplas - oito baterias -, Campos disparou na liderança.
A sequência de Campos foi interrompida por uma intervenção técnica. Após as provas de Curitiba, os comissários técnicos da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) realizaram uma vistoria minuciosa na Ford Ranger de Campos, motivada pela superioridade do carro e do piloto gaúcho. Em 15 de agosto daquele ano, Campos foi desclassificado das duas provas de Curitiba, perdendo 40 pontos.
Embora a desclassificação tenha aproximado os rivais, Campos manteve a liderança. Ele somou mais triunfos nas etapas seguintes. Em Caruaru (PE): Campos venceu a rodada dupla (5ª e 6ª etapas) pela primeira vez dividindo a pilotagem de sua Ford Ranger, desta vez com o pernambucano Rogério dos Santos, o "Jegue". Nelson Bazzo foi 2º nas duas provas. Na classificação de pilotos neste momento, Campos tinha 160 pontos (incluindo as vitórias de Curitiba que seriam posteriormente cassadas). Já na rodada em Cascavel (PR), disputada em agosto, a classificação já refletia a perda de pontos de Curitiba, mas Campos ainda liderava o campeonato com 120 pontos, com Borghesi tendo 108 e Bazzo 109. Esta etapa marcou o retorno do tricampeão da Stock Car Brasil Ângelo Giombelli às competições, após cinco anos afastado. Campos dominou os treinos e venceu as duas provas (9ª e 10ª etapas), ambas com Tazzio Borghesi em 2º e Giombelli em 3º. O siusto ficou por conta de Waldir Cirella Júnior, que sofreu uma batida muito forte com sua Chevrolet S10 na entrada da reta dos boxes na segunda prova.
Na penúltima rodada dupla em Guaporé (RS), Nelson Bazzo quebrou a sequência de cinco pole positions de Campos, que largou em 2º devido a problemas na bomba de combustível. A pista travada favorecia o nivelamento do grid. Apesar de perder a pole, Campos venceu as duas corridas. Na primeira, ele deu o bote na penúltima volta para superar Tazzio Borghesi. Na segunda, mesmo caindo para 5º após um toque de Bazzo, ele se recuperou para vencer.
O título foi decidido na 7ª etapa em Goiânia (GO), no final de outubro. Devido às condições ruins do asfalto, a prova foi disputada exclusivamente no anel externo do circuito. Campos garantiu o título por antecipação após vencer as duas baterias. Na primeira prova, ele resistiu aos ataques de Tazzio Borghesi, que finalizou em 2º e, com o resultado, assegurou o vice-campeonato da temporada inaugural. Na última rodada dupla, em Cascavel (PR), em dezembro, o já campeão João Campos conquistou sua oitava pole position em oito possíveis no ano.
Ao final da 7ª etapa, a classificação do campeonato estava definida nos dois primeiros lugares: João Campos, 240 pontos, e Tazzio Borghesi, 189 pontos. A Pick-up Racing realizou a última etapa da temporada em 9 de dezembro, em Cascavel, com mais duas vitórias de João Campos.
A temporada inaugural de 2001 contou com um bom número de participantes. Na foto acima, as disputas em Caruaru
Edson Santos e sua Dodge Dakota
A piloto Maria Cristina Moreira
Nelson Bazzo e sua Chevrolet S-10
Tazzio Borghesi participou da temporada 2001 com Ford Ranger. Na foto acima, em Londrina
A dupla Waldir Cirella Jr. e Luiz Carreira (Chevrolet S-10) na etapa de Londrina (PR)
O experiente piloto gaúcho João Campos entrou para a história sagrando-se o primeiro campeão da história da Pick-Up Racing
Nelson Bazzo no molhado traçado de Londrina
Edson Santos foi um dos pilotos que apostou na Dodge Dakota
O troféu especial e personalizado direcionado, distribuído na etapa inaugural de Tarumã, em abril daquele ano
A bonita Ford Ranger do campeão João Campos
Valdir Cirella Jr em ação na sua Chevrolet S-10
O pelotão das picapes em uma das retas do traçado de Cascavel
João Campos caminhando para uma das duas vitórias na fria e molhada Londrina, terceira etapa da temporada
Nelson Bazzo fez uma sólida temporada com sua Chevrolet S-10
Imagem constante na temporada 2001: João Campos liderando o pelotão
Edson Santos na pista molhada de Londrina
O pódio na etapa de Caruaru
Temporada de 2002
O Campeonato Brasileiro de Pick-up Racing em 2002, nomeado Copa Petrobras Pick-up Racing a partir da 2ª etapa, culminou com a conquista do bicampeonato pelo gaúcho João Campos, com excelentes resultados, vencendo 11 das 18 provas disputadas no ano. No entanto, a briga foi extremamente acirrada, com a rivalidade intensa contra o paranaense Emerson Duda e polêmicas dentro e fora das pistas.
A temporada teve início no Autódromo de Tarumã (RS), onde o forte calor, com temperaturas próximas dos 40ºC, foi o principal adversário dos pilotos, causando problemas em diversas caminhonetes. João Campos demonstrou sua regularidade ao vencer as duas corridas de ponta a ponta, apesar de enfrentar problemas com a bomba de combustível em sua Ford Ranger no final da primeira prova. Emerson Duda, mesmo com o motor de sua Ranger quebrando duas vezes no fim de semana, destacou-se com dois segundos lugares. A grande surpresa desta etapa foi a participação da piloto e atriz da Rede Globo, Maria Christina Moreira, que terminou a primeira prova em terceiro e a segunda na quinta posição, beneficiando-se das quebras e problemas dos adversários.
Na 2ª etapa, em Londrina (PR), Campos manteve a invencibilidade, vencendo ambas as baterias. Contudo, a prova ficou marcada por um incidente inusitado. Após cruzar a linha de chegada, Campos e Duda, o segundo colocado, se chocaram quando o gaúcho realizava o zerinho para comemorar, resultando na destruição das duas caminhonetes. Na 3ª etapa, em Campo Grande (MS), Campos continuou invicto e disparou na liderança do campeonato com 120 pontos, vencendo as duas baterias diante de 15 mil pessoas. A Ford Ranger provou ser o carro mais rápido, dominando as quatro primeiras posições.
O reinado de Campos foi quebrado na 4ª etapa, em Curitiba (PR), onde a chegada do gás natural veicular (GNV) como combustível para a categoria ajudou a equilibrar a disputa. Emerson Duda venceu a primeira prova e Nelson Bazzo venceu a segunda, em um emocionante duelo com Campos, que terminou em 2º. A 5ª etapa, novamente em Tarumã, embolou a classificação. Nelson Bazzo foi o vencedor geral da etapa. Campos abandonou a primeira prova devido a uma falha na alimentação do motor, permitindo que Emerson Duda, com dois segundos lugares, assumisse a liderança do campeonato. Esta etapa também serviu para comprovar a segurança do GNV, após José Valentini capotar sua Ford Ranger seis vezes sem que houvesse problemas com o sistema do combustível.
A rivalidade atingiu o ápice na 6ª etapa, em Caruaru (PE), que foi marcada por disputas acaloradas e troca de acusações nos boxes entre Duda e Campos. O clima esquentou após toques na pista enquanto disputavam a 3ª posição, o que levou Duda a ir para os boxes e não pontuar na segunda bateria. Duda acusou Campos de pilotagem suja e anti-desportiva, enquanto Campos culpava o rival. A Dodge Dakota, pilotada por Edson Thomé dos Santos, conquistou sua primeira vitória na história da Pick-up Racing nesta etapa. Na 7ª etapa, em Fortaleza (CE), Duda venceu a etapa e manteve a liderança da temporada. Nelson Bazzo foi desclassificado da segunda prova após uma colisão com Campos. O GNV, por sua vez, teve um desempenho perfeito, mesmo sob calor superior a 32 graus.
A 8ª etapa, em Campo Grande (MS), disputada sob forte chuva e marcada por acidentes, foi decisiva. João Campos venceu as duas provas e reassumiu a liderança do campeonato com 230 pontos conquistados até aqui, contra 206 de Duda, que teve um resultado ruim ao escapar da pista e abandonar a segunda bateria. O título foi decidido na 9ª e última etapa, em Jacarepaguá. O vencedor da etapa foi Kau Machado e João Campos garantiu o bicampeonato ao conquistar o 2º lugar na primeira bateria, beneficiado pelo azar de seus rivais. Na primeira prova, Emerson Duda rodou e o pole position Milton Vianna perdeu a liderança na última volta devido a um pneu furado, o que deu a vitória da bateria a Campos. Com o bicampeonato garantido, Campos administrou a segunda prova, que foi vencida por Kau Machado, com Duda em segundo e Campos em terceiro. Campos celebrou a conquista, após um ano difícil com uma disputa muito acirrada. A categoria já planejava evoluções para 2003, incluindo mais potência nas pick-ups e a instituição do pit stop nas provas, que passariam a ter 40 minutos de duração.
O gaúcho João Campos faturou o bicampeonato da Pick-Up Racing depois de uma disputa acirrada ao longo do ano
As picapes em ação no Tarumã
Muito calor na etapa em Fortaleza
Muita chuva em Campo Grande
Nelson Bazzo em ação em Campo Grande
Temporada de 2003
A temporada de 2003 da Copa BR Petrobras Pick-up Racing foi marcada pela consolidação do piloto gaúcho João Campos como o recordista absoluto da categoria, conquistando seu tricampeonato. Campos terminou o ano com 30 vitórias em 42 corridas disputadas em três anos. No entanto, o título foi conquistado em uma das temporadas mais intensas e polêmicas da história da categoria, caracterizada pela rivalidade acirrada com Emerson Duda e uma série de desclassificações e recursos judiciais.
O ano de 2003 começou com o domínio de João Campos, que venceu as três primeiras etapas. A prova de abertura, o Grande Prêmio Compagas em Curitiba (PR), disputada sob mais de 30 graus de temperatura ambiente, viu Campos vencer de ponta a ponta, alcançando sua 26ª vitória na categoria. Nelson Bazzo e Emerson Duda completaram o pódio, com Duda fazendo uma corrida de recuperação após largar em último. A partir da 1ª etapa, a categoria adotou uma nova dinâmica com a parada obrigatória nos boxes para liberar o gás natural veicular (GNV) nas últimas voltas. Campos também venceu a 2ª etapa, em Tarumã (RS), isolando-se na liderança do campeonato com 40 pontos. O estreante Alessandro Da Cas, do Rio de Janeiro, surpreendeu, garantindo o 5º lugar em Curitiba e o 4º em Tarumã, consolidando-se na 4ª posição do campeonato.
A invencibilidade de Campos foi quebrada na 4ª etapa, em Caruaru (PE), onde o calor era intenso. Emerson Duda assumiu a liderança na corrida, aproveitando o pit stop para ultrapassar Campos, que lamentou os problemas enfrentados pela sua equipe nos boxes. Duda venceu a prova, diminuindo a diferença na classificação. A tensão atingiu o auge na 5ª etapa, em Fortaleza (CE), considerada a corrida mais emocionante do ano. Duda venceu novamente após passar Campos no pit stop pela terceira vez consecutiva. O clima esquentou com discussões no parque fechado e no pódio. Campos acusou Duda de pilotagem irregular, alegando que o rival estava a 100 km/h na entrada de box, onde o limite era 60 km/h e o havia fechado de forma irregular três vezes na pista. O resultado desta etapa foi ainda mais dramático: João Campos foi desclassificado devido a uma irregularidade técnica na suspensão de sua Ford Ranger. Este foi o terceiro caso de desclassificação técnica do gaúcho na Pick-up Racing.
Na 6ª etapa, em Curitiba (PR), um novo acidente entre Duda e Campos levou à desclassificação de Campos pelos comissários de prova. O toque ente ambos na pista ocorreu quando Campos tentava retomar a ponta de Duda. O resultado da etapa colocou o campeonato novamente embolado, com três pilotos na briga pelo título, embora os dois descartes previstos no regulamento beneficiassem Duda. Kau Machado venceu esta etapa, conquistando sua primeira vitória no ano. A 7ª etapa, em Guaporé (RS), foi intensamente disputada, com Campos, Duda e Kau Machado se alternando nas primeiras posições. Campos venceu, mas Duda, que foi o segundo colocado, comemorou bastante, prevendo que precisaria de apenas mais um segundo lugar para ser campeão, contando com as duas desclassificações de Campos. No entanto, o Tribunal da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) julgou improcedente a desclassificação de Campos referente à 6ª etapa (Curitiba. Com a recuperação dos 12 pontos do 3º lugar, Campos saltou para 107 pontos, abrindo uma vantagem de 25 pontos sobre Duda, que tinha 82 pontos, o único que ainda podia impedir o tricampeonato. A desclassificação técnica da 5ª etapa (Fortaleza) foi mantida.
O título foi decidido antecipadamente na 8ª etapa, em Interlagos (SP). Campos precisava vencer e torcer para Duda não ser o 2º colocado. Campos venceu o Grande Prêmio Comgás, mas a decisão só veio na última volta, quando Nelson Bazzo ultrapassou Duda, relegando o paranaense à 3ª posição. Com o resultado, João Campos conquistou o tricampeonato da Copa BR Petrobras Pick-up Racing. Mesmo com o título garantido, Campos garantiu sua sexta vitória do ano na 9ª e última etapa, em Jacarepaguá (RJ), o Grande Prêmio CEG Rio. Campos ultrapassou Duda logo na primeira volta e administrou a liderança até o final, apesar da intensa pressão do vice-campeão, que arriscou para cima do líder na última volta. O estreante Alessandro Da Cas confirmou seu excelente ano ao conquistar o 4º lugar na corrida e no campeonato, se consolidando como um dos principais postulantes à briga pelo título em 2004.
Temporada de 2004
A temporada de 2004 da Copa Petrobras Pick-up Racing, única categoria do mundo naquele momento movida a gás natural veicular (GNV), culminou em um dos desfechos mais emocionantes do automobilismo nacional, com o gaúcho João Campos conquistando o tetracampeonato com apenas um ponto de vantagem sobre o vice-campeão, Nelson Bazzo. O ano foi marcado por um equilíbrio intenso, com quatro vencedores diferentes em seis etapas e a Chevrolet S10 e a Ford Ranger dividindo as vitórias, sendo cinco para a e 4 para a Ranger.
A etapa de abertura, o Grande Prêmio Compagas em Curitiba (PR), foi definida na última volta. Em meio à chuva que exigiu a troca de pneus, João Campos superou o pole position Nelson Bazzo, que lamentou ter perdido o traçado e deixado espaço para a ultrapassagem decisiva. Na 2ª etapa, em Brasília (DF), a superioridade inicial da Ford Ranger de Campos foi interrompida com a vitória de Emerson Duda. O paranaense, que havia largado em 6º, soube aproveitar o bom acerto de sua pick-up, que se manteve constante, apesar de Duda ser um dos candidatos ao título. Campos, mesmo com problemas na suspensão, terminou em 4º, mantendo a liderança do campeonato, seguido por Duda, o vice-líder e Kau Machado.
A 3ª etapa, em Tarumã (RS), consolidou Campos como o "Rei de Tarumã", onde conquistou sua sétimaª vitória na pista e a 33ª da carreira. A prova foi marcada por acidentes logo na largada. Campos enfrentou forte pressão, especialmente de Marcel Wolfart, que cruzou a linha de chegada lado a lado, com uma diferença de apenas 196 milésimos de segundo. Neste ponto, Campos abriu 14 pontos de vantagem sobre Duda na classificação. A invencibilidade de Campos foi quebrada na 4ª etapa, em Caruaru (PE), onde o forte calor acompanhou o Grande Prêmio Copergás. Emerson Duda venceu a prova e Campos sofreu com um pit stop mal executado por sua equipe, o que fez o gaúcho perda da liderança da prova.
O ápice da tensão na temporada veio na 5ª etapa, em Fortaleza (CE). Duda venceu pela terceira vez consecutiva na pista, assumindo a liderança do campeonato com 4 pontos de vantagem sobre Campos. Após a bandeirada, a briga entre os dois rivais, Campos e Duda, existente desde a temporada de 2002, reacendeu. Campos subiu ao pódio revoltado, acusando Duda de ter dado toques desleais em sua traseira e ter tentado tirá-lo da pista e entrando com um protesto. Duda rebateu, acusando Campos de não saber perder e de tentar ganhar o título no tapetão, como fez em 2003. Os comissários desportivos consideraram os toques normais e mantiveram o resultado.
A 6ª etapa, em Guaporé (RS), viu a primeira vitória de Nelson Bazzo no ano, em uma prova disputada sob forte chuva, que causou diversas escapadas e rodadas, incluindo acidentes com óleo na Curva do Túnel. Campos ficou em 2º lugar e reassumiu a liderança do campeonato por apenas 1 ponto de vantagem sobre Duda. Na 7ª etapa, em Campo Grande (MS), a 50ª da história da categoria, o intenso calor não atrapalhou uma das provas mais disputadas do ano. Bazzo venceu o Grande Prêmio MSGAS e assumiu a liderança do campeonato. Campos, que liderava até a última volta, perdeu a chance de pontuar devido ao rompimento da mangueira de água do radiador e Duda também não terminou a corrida. O sul-matogrossense Gustavo Sucolotti, em sua cidade natal, conquistou o 2º lugar.
A penúltima etapa, em Interlagos (SP), foi marcada por confusão e punições. O jovem Gustavo Sucolotti conquistou sua primeira vitória. João Campos cruzou em 2º, mas foi penalizado em 20 segundos por um toque na traseira de Sucolotti na última volta. Os comissários alegaram que Campos havia batido duas vezes no rival, mesmo após uma bandeira de advertência anterior. Com a penalização, Campos caiu para 7º e Nelson Bazzo, que terminou em 3º, ampliou sua liderança, precisando apenas repetir este resultado na última etapa para ser campeão.
O título foi decidido na 9ª e última etapa, o Grande Prêmio Gerson Marques, em Jacarepaguá (RJ). Nelson Bazzo liderava o campeonato com 99 pontos. Emerson Duda, que ainda tinha chances, abandonou a prova cedo devido à quebra da suspensão. A vitória na etapa ficou com Alessandro Da Cas, que largou em 3º e fez uma prova perfeita. A entrada do pace pick-up reagrupou o pelotão, permitindo que Bazzo, que estava mais de dez segundos atrás, se aproximasse dos líderes. No final emocionante, Bazzo pulou para a 2ª colocação, mas Campos conseguiu segurar a 3ª posição, resistindo à intensa pressão de Kau Machado na última curva. Ao final, Campos somou 104 pontos, um a mais que Bazzo (103 pontos), garantindo o tetracampeonato. Campos celebrou a conquista, ressaltando que foi a temporada mais difícil das quatro que disputou.
Temporada de 2005
A temporada de 2005 do Campeonato Brasileiro de Pick-up Racing encerrou-se com a consagração definitiva do gaúcho João Campos, que faturou o pentacampeonato da categoria. O ano trouxe a ascensão de novos pilotos e uma sequência impressionante de vitórias de Cláudio Ricci no final do campeonato, que garantiu o vice-campeonato.
João Campos abriu a temporada com uma vitória dominante em Tarumã (RS), largando da pole position e liderando de ponta a ponta, conquistando sua oitava vitória na pista desde 2001. A prova foi conturbada, com a intervenção do pace pick-up três vezes nas primeiras cinco voltas devido a acidentes e saídas de pista, envolvendo os pilotos Carlos Kray, Kau Machado e Nelson Bazzo. O resultado inicial foi revisado, com Abramo Mazzochi subindo de 10º para 5º após a organização confirmar que um sensor falhou e deixou de registrar uma volta em sua pick-up. Na 2ª etapa, em Campo Grande (MS), Campos repetiu a vitória. O recordista de títulos se beneficiou de acidentes e quebras, incluindo a de Emerson Duda, que liderava boa parte da corrida mas abandonou na penúltima volta com problemas elétricos. No final, Kau Machado foi punido em 20 segundos por um toque com Alessandro Da Cas, caindo de 2º para 5º. Com 40 pontos, Campos disparou na liderança, 15 pontos à frente de Gustavo Sucolotti.
A 3ª etapa, em Santa Cruz do Sul (RS), viu a sorte mudar de lado. Emerson Duda, que largou nas últimas posições devido a problemas no treino de classificação, fez uma corrida impressionante, ultrapassando 20 pilotos para vencer. O líder Campos teve problemas na mangueira do turbo e, após uma prova de recuperação, abandonou na última volta por quebra de embreagem, não somando pontos. Apesar do abandono, Campos manteve a liderança, mas viu sua vantagem cair para 8 pontos sobre Mazzochi, que era o novo vice-líder. Na 4ª etapa, em Curitiba (PR), Campos conquistou sua terceira vitória no ano. No final da prova, a mais acirrada da temporada, ele brigou intensamente com Cláudio Ricci. Campos teve um susto após seu pit stop, quando a sua Ford Ranger apagou na saída, deixando-o 13 segundos atrás de Mazzochi. A intervenção do pace pick-up reagrupou o pelotão e o salvou. O pódio foi dominado pelos pilotos gaúchos: João Campos, Claudio Ricci e Carlos Kray.
A 5ª etapa, disputada no anel externo de Curitiba, consagrou Abramo Mazzochi com sua primeira vitória na categoria. João Campos foi 2º, conseguindo ultrapassar Gustavo Sucolotti a apenas duas voltas do final. Com o resultado, Campos triplicou sua vantagem, liderando o campeonato com 75 pontos. O restante da temporada foi dominado por Cláudio Ricci. Na 6ª etapa, em Londrina (PR), Claudio Ricci conquistou de ponta a ponta a sua primeira vitória. Campos foi o 2º, abrindo 26 pontos sobre Mazzochi. A etapa foi marcada pela polêmica, com Mazzochi entrando com dois protestos contra Eduardo Freitas por conduta anti-desportiva e solicitando avaliação do motor de João Campos por suposta irregularidade.
Claudio Ricci manteve a boa fase, vencendo a 7ª etapa em Cascavel (PR) e a 8ª etapa em Guaporé (RS), tornando-se um concorrente real ao título. Em Cascavel, Campos foi punido com passagem pelos boxes por um choque considerado intencional contra Franco Stédile. Em Guaporé, Ricci venceu novamente e Campos, que foi o terceiro, viu sua vantagem diminuir para apenas 4 pontos sobre Abramo Mazzochi, que foi o segundo, adiando a decisão do título para a última etapa em São Paulo. A 9ª e última etapa, em Interlagos (SP), foi uma das mais emocionantes do ano. Claudio Ricci venceu pela quarta vez consecutiva, mas o 4º lugar de João Campos na prova foi suficiente para garantir o pentacampeonato de forma antecipada. A prova foi extremamente caótica, marcada por inúmeros acidentes, incluindo um grave envolvendo Emerson Duda e Nelson Bazzo. Destaque para Franco Stédile, que largou em 17º, foi o 3º.
Com o resultado, Claudio Ricci garantiu o vice-campeonato com 105 pontos, apenas 1 ponto à frente de Abramo Mazzochi, enquanto João Campos encerrou o ano com 120 pontos. A temporada de 2005 foi a última em que a categoria utilizou o GNV como combustível. Em 2006 seria adotado o álcool, que também traria um incremento de 20% de potência para os motores.
Temporada de 2006
O Campeonato Brasileiro de Pick-up Racing de 2006 entrou para a história como o ano da transição técnica e da consagração do gaúcho Cláudio Ricci como campeão, que garantiu o título na última etapa, somando cinco vitórias no ano e superando seu companheiro de equipe, Eduardo Heinen, por apenas 5 pontos.
A temporada começou com a incerteza sobre os novos motores, mas o equilíbrio entre eles fez com que o acerto de chassis das picapes se tornasse o fator crucial para o sucesso. Na 1ª etapa, em Guaporé (RS), Cláudio Ricci, pilotando sua Chevrolet S10, dominou, largando na pole position, marcando a melhor volta na marca de 1min19s983 e vencendo. Ricci revelou que a vitória foi fruto de um trabalho iniciado em fevereiro daquele ano, com mais de 300 voltas de testes focadas no chassis. Abramo Mazzochi foi o 2º colocado. Ricci manteve a invencibilidade na 2ª etapa, em Cascavel (PR), vencendo uma prova marcada por boas disputas, especialmente pela 2ª colocação. Eduardo Heinen terminou em 2º, demonstrando o bom acerto da equipe Vidroforte. A prova foi marcada pela penalização de Franco Stedile, que caiu para 8º após uma irregularidade durante o pit stop.
A 3ª etapa, em Santa Cruz do Sul (RS), foi realizada sob chuva e vento frio, com cerca de 5 mil pessoas nas arquibancadas. Ricci conquistou sua terceira vitória consecutiva, mas teve que se esforçar para manter a superioridade. O destaque foi o jovem paulista Felipe André, que terminou em 2º lugar em sua primeira prova, demonstrando habilidade em pista molhada. A largada foi marcada por um acidente entre Kau Machado, Carlos Kray e Abramo Mazzochi. A sequência de Claudio Ricci foi quebrada na 4ª etapa, em Campo Grande (MS), onde Eduardo Heinen conquistou sua primeira vitória na categoria. Heinen dominou a prova, perdendo a liderança apenas durante o reabastecimento obrigatório. Franco Stedile, 2º na prova, acusou Ricci de diminuir a velocidade propositalmente na relargada para beneficiar Heinen, mas os comissários confirmaram o resultado após análise de vídeo e acareação. A prova também marcou a estreia do jovem paulista Allam Khodair, que terminou em 5º lugar e elogiou a categoria.
Na 5ª etapa, em Curitiba (PR), o catarinense Marcel Wolfart, com Chevrolet S10, conquistou sua primeira vitória em uma das provas mais disputadas da temporada. Wolfart e Ricci trocaram de posição várias vezes, mas Ricci foi forçado a abandonar por uma quebra de câmbio após o rompimento de um tubo condutor de óleo, um incidente que reduziu drasticamente sua vantagem no campeonato. Heinen terminou em 2º, ficando a apenas dois pontos de Ricci na classificação geral, 72 a 70. Marcel Wolfart manteve o embalo na 6ª etapa, em Santa Cruz do Sul, conquistando a pole position e vencendo de ponta a ponta, sua segunda vitória consecutiva. Marcel se tornou o primeiro catarinense a vencer uma prova de nível nacional no autódromo. Com a ausência de Ricci, Eduardo Heinen assumiu a liderança do campeonato com 80 pontos. Wolfart, que havia trocado a Ford Ranger pela Chevrolet S10, perdeu 8 pontos de etapas anteriores devido à previsão do regulamento para este tipo de mudança, mas ainda tinha chances na briga pelo título.
A reta final do campeonato foi marcada pelo duelo entre os companheiros de equipe Eduardo Heinen e Cláudio Ricci. Na 7ª etapa, em Cascavel, Heinen conquistou sua segunda vitória no ano. Ricci, que largou na pole, rodou após um toque na 9ª volta, mas fez uma sólida corrida de recuperação, terminando em 2º e mantendo a esperança de conquista do título. Heinen ampliou a liderança para 100 pontos, contra 87 de Ricci. A penúltima etapa, em Curitiba, foi de muita emoção para os postulantes ao título. Ricci venceu com tranquilidade, mas a disputa pelo 2º lugar definiu o campeonato. Heinen, sob pressão, sofreu um toque de Marcel Wolfart na última volta, rodou e caiu para 5ª posição. Wolfart, que cruzou em 2º, foi desclassificado pela direção de prova por atitude anti-desportiva. Com a desclassificação de Wolfart, Heinen subiu para 4º lugar, permanecendo na liderança com 110 pontos, mas com Ricci a apenas 3 pontos de diferença. Nelson Bazzo agora estava fora da disputa pelo título.
O título foi decidido na 9ª e última etapa, também em Curitiba (PR). Ricci, largando na 8ª posição por conta do grid invertido, assumiu a 3ª posição na 1ª volta e a liderança na 2ª, onde permaneceu até o final. Eduardo Heinen, o 3º ao final da prova, lamentou a atitude de Marcel Wolfart, que, segundo ele, repetiu os toques na traseira para tentar tirá-lo da prova. Marcelo Wolfart, o 2º, celebrou o resultado, declarando que foi feita a justiça com o título de Cláudio Ricci, seu ex-aluno. Com a 5ª vitória na temporada, Cláudio Ricci fechou o ano com 127 pontos, conquistando o Campeonato Brasileiro de Pick-up Racing de 2006.
Temporada de 2007
O Campeonato Brasileiro de Pick-up Racing de 2007 encerrou-se com a consagração do gaúcho Eduardo Heinen, que garantiu o título na última etapa em São Paulo. A temporada foi definida pelo extremo equilíbrio, registrando seis vencedores diferentes nas primeiras sete etapas, mantendo a briga pelo título ponto a ponto até a rodada final.
Eduardo Heinen, vice-campeão de 2006, iniciou o ano com uma grande vitória na 1ª etapa, em Tarumã (RS), pulando para a liderança já na primeira curva e administrando a prova de ponta a ponta. Apesar de ter tido problemas no treino de sábado que exigiram a substituição de seu motor, Heinen herdou a 2ª posição no grid devido à desclassificação de um competidor e soube aproveitar a chance para abrir vantagem sobre os adversários. A 2ª etapa, em Curitiba (PR), marcou um momento histórico: Marcel Wolfart, de Ford Ranger, acabou com a hegemonia de 14 corridas de domínio da Chevrolet S10. Wolfart, que já havia feito a pole na etapa anterior, porém abandonado a prova, venceu de forma espetacular. Ele adotou uma estratégia de economizar equipamento e atacar nos momentos finais, aproveitando a entrada do pace pick-up para reagrupar os carros e conquistar a vitória nos últimos metros, superando Aluísio Coelho. A vitória de Wolfart, apesar de problemas mecânicos que incluíram um princípio de incêndio e um câmbio quebrado no treino de aquecimento do domingo, embolou a disputa.
A rodada dupla em Brasília (DF), a terceira do ano, esquentou ainda mais o campeonato. Rogério Castro venceu, mas Eduardo Heinen, mesmo com problemas no turbo e uma punição de drive through por toque em adversário, conseguiu realizar uma corrida de recuperação para terminar em 6º e reassumir a liderança geral. A 4ª etapa foi vencida pelo sul-matogrossense Marcos Ramalho, com Chevrolet S10. Com o 3º lugar no sábado e a vitória no domingo, Ramalho se aproximou de Heinen, mostrando que o campeonato seria disputado ponto a ponto. Na 5ª etapa, em Londrina (PR), Marcelo Wolfart conquistou sua segunda vitória do ano. A prova foi marcada pelo drama: Rafael Sperafico, com a nova Agrale Marruá, liderou praticamente toda a corrida, mas saiu da pista a menos de três voltas do fim, perdendo a chance da primeira vitória da Agrale na categoria. O Agrale Marruá, que estreava na temporada, surpreendia pelo bom desempenho.
A 6ª etapa, em Santa Cruz do Sul (RS), foi marcada pela má sorte de Wolfart. O piloto liderava e estava a poucas voltas de assumir a liderança do campeonato quando um pneu dianteiro furado o forçou a parar nos boxes. A vitória coube a Herberto Heinen, de Chevrolet S10, irmão do líder, em sua primeira conquista na categoria. Mesmo com a vitória, Herberto foi penalizado por reabastecer antes da abertura dos boxes. Eduardo Heinen, que não completou a prova, manteve a liderança por apenas 3 pontos sobre Ramalho. O campeonato se equilibrou na rodada dupla do Rio de Janeiro, a 7ª etapa do ano. O estreante Alceu Feldmann, de Agrale Marruá, que disputava a Stock Car naquela temporada, confirmou o favoritismo ao vencer a prova em Jacarepaguá, garantindo sua primeira conquista na categoria. Na 8ª etapa, Franco Stédile, o outro piloto com Agrale Marruá, venceu, garantindo a segunda vitória do modelo Agrale no fim de semana. Stédile só garantiu o triunfo após Marcel Wolfart, que havia cruzado a linha em 1º, ser penalizado em 20 segundos por toque. A punição de Wolfart, somada à punição de Eduardo Heinen na mesma prova, levou a decisão do título para a última etapa em São Paulo.
A 9ª e última etapa, em Interlagos (SP), foi emocionante. Marcos Ramalho venceu a prova, sua segunda na temporada. No entanto, o 2º lugar de Eduardo Heinen, que administrou a corrida sob ordens de sua equipe para garantir os pontos necessários, foi suficiente para consolidar, naquele momento, o título de 2007. Heinen encerrou o ano com 82 pontos, contra 72 de Ramalho. Porém, Marcel Wolfart recorreu ao tribunal da Confederação Brasileira de Automobilismo. O processo se arrastou por meses, até que em setembro de 2008, o julgamento finalmente lhe conferiu o título da temporada de 2007.
Temporada de 2008
A temporada de 2008 do Campeonato Brasileiro de Pick-up Racing, rebatizada como Copa Webmotors de Pick Up Racing, agora sob a organização da VICAR, foi marcada por uma profunda reformulação técnica: a categoria passou a utilizar chassis tubulares, vestindo carenagens dos modelos Chevrolet S10 e Mitsubishi L200, ambos com as bolhas emulando as versões de cabine dupla.
A ficha técnica do novo modelo da Pick-up Racing ainda informava que o peso mínimo regulamentar dos veículos estava em torno de 1.250 kg. O chassi, do tipo gaiola, era construído com tubos de molibdênio, material conhecido por ser leve e resistente, complementado por chapas de alumínio com revestimento antichama. O motor utilizado, o mesmo da Stock Light, é um V8 de 5.7 litros, capaz de entregar 350 cavalos de potência a 5.500 rotações por minuto, utilizando carburador quádruplo (quadrijet). O câmbio, no formato “H”, contava com cinco marchas para frente e uma ré. A direção é acionada hidraulicamente por meio de uma bomba elétrica. O interior da cabine utilizava fibra de carbono e o tanque de combustível, que possuía capacidade para 85 litros, era construído com material compósito. Os pneus utilizados eram os Pirelli P Zero R18 (dianteiros e traseiros), montados em rodas de 10.5 x 18 polegadas.
Em meio a essa revolução técnica, o paulista Gustavo Sondermann, com Chevrolet S10, emergiu como o grande nome do ano, conquistando o título antecipadamente, e sua equipe, a Gramacho Stedile Racing, sagrou-se campeã entre as equipes. A prova de abertura da temporada ocorreu em Interlagos, onde Sondermann garantiu a pole position com o tempo de 1min45s710. A primeira fila do grid foi inteiramente paulista, com Paulo Salustiano em segundo, com vitória de Sondermann. Sondermann manteve sua superioridade na segunda etapa, disputada no Mega Space, em Santa Luzia (MG). Mesmo com Salustiano liderando os treinos, Sondermann venceu a corrida, repetindo o resultado da primeira etapa e contendo os ataques de Salustiano, o 2º. Felipe Lapenna completou o pódio só de paulistas. A etapa mineira marcou a estreia de quatro novas equipes, incluindo a Katálogo Racing, com a piloto Fernanda Parra.
A terceira etapa, em Campo Grande (MS), viu Sondermann conquistar mais uma pole position com 1min32s367 e faturar mais uma vitória na temporada. A etapa foi pontuada por tensões, especialmente dentro da equipe Full Time Sports. Na quarta etapa, realizada em Caruaru (PE), a corrida foi marcada por um incidente acalorado entre os colegas de equipe Felipe Lapenna e Paulo Salustiano. Logo após a largada, Salustiano tentou ultrapassar Lapenna, que fechou a porta, resultando em um toque que fez Lapenna rodar e tirou Salustiano da disputa. Lapenna classificou a manobra do companheiro como suja, enquanto Salustiano defendeu-se, chamando o toque de episódio normal de corrida. Thiago Riberi quebrou a sequência de triunfos de Gustavo Sondermann e venceu a etapa em Pernambuco.
Sondermann, apelidado de "Showdermann", continuou sua performance avassaladora na quinta etapa, em Eusébio (CE). Largando em segundo, ele assumiu a liderança em poucos metros e garantiu sua quarta vitória em cinco etapas. Com este triunfo, ele chegou a 120 pontos na tabela, ficando a apenas uma vitória de garantir o título antecipado. Aluizio Coelho garantiu seu primeiro pódio, terminando em 3º. O campeonato foi decidido na sexta etapa, em Curitiba (PR). Sondermann conquistou a pole position, mas a largada foi caótica, com um enrosco entre ele e Lapenna, forçando a intervenção do Safety Car. Paulo Salustiano aproveitou a confusão e a relargada para assumir a liderança, conquistando sua primeira vitória na categoria. Contudo, o terceiro lugar de Gustavo Sondermann foi suficiente para lhe garantir a conquista antecipada do título. Com o título definido, as duas etapas finais se concentraram na briga pelo vice-campeonato, envolvendo principalmente os pilotos da Full Time Sports, Felipe Lapenna e Paulo Salustiano.
A sétima etapa foi disputada em Tarumã (RS) e foi vencida pelo campeão Gustavo Sondermann. Já na oitava e última etapa, em Interlagos (SP), Felipe Lapenna (Full Time Sports) conquistou sua primeira pole position da temporada, superando Salustiano na disputa pelo grid. Lapenna venceu a corrida de encerramento, que foi marcada por muitos acidentes. Lapenna liderou sem ameaças, mas o vice-campeonato só se definiu após um choque entre Paulo Salustiano e Thiago Riberi na 18ª volta. Sondermann também se envolveu em um acidente na 20ª volta, atingido pela pick-up de Rodrigo Navarro. O gaúcho Rafael Iserhard ficou com a segunda posição. Com a vitória, Felipe Lapenna assegurou o vice-campeonato. A Full Time Sports foi a vice-campeã de equipes.
Temporada de 2009
A temporada de 2009 do Campeonato Brasileiro de Pick Up Racing foi definida pelo domínio do piloto paranaense Júlio Campos, que conquistou o título da categoria com duas etapas de antecipação. Campos, pilotando uma Mitsubishi L200 daequipe AMD Racing, demonstrou superioridade ao longo do ano, vencendo quatro das seis etapas iniciais e acumulando 121 pontos.
A temporada de 2009 teve sua prova de abertura no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais. O carioca Aluizio Coelho garantiu a pole position por 122 milésimos sobre Júlio Campos. A corrida, disputada em 27 voltas, terminou com um final emocionante. Júlio Campos conquistou a vitória, superando o paulista Carlos "Cadú" Pasetti por uma diferença de apenas 4 milésimos de segundo. O também paulista Thiago Riberi completou o pódio na terceira posição. A rivalidade intensa entre Campos e Pasetti se repetiu na segunda etapa, em Santa Cruz do Sul (RS). No treino livre, Pasetti superou Campos por 358 milésimos. No classificatório, as diferenças foram ainda menores: Campos conquistou a pole position (1min26s326) superando Pasetti (1min26s329) por quase inacreditáveis três milésimos de segundo. Campos novamente confirmou sua pole e venceu a corrida, completando as 26 voltas com 6s126 de vantagem sobre o gaúcho Rafael Iserhard (2º) e consolidando sua liderança no campeonato. Após esta etapa, Campos somava 50 pontos.
A terceira etapa, realizada em Interlagos, viu a festa da equipe Gramacho Racing na primeira fila, com Rodrigo Navarro garantindo sua primeira pole position, superando o companheiro Thiago Riberi por 23 milésimos. A prova foi repleta de toques e batidas. Thiago Riberi aproveitou a intervenção do Safety Car na 16ª volta e um incidente entre Navarro e Campos na relargada para conquistar sua primeira vitória, liderando a dobradinha da Gramacho Stedile. Navarro foi o segundo (a 0s115) e Fabrício Lançoni o terceiro. Mesmo terminando apenas na 15ª posição em Interlagos, Campos seguiu líder da tabela, agora com 51 pontos.
Campos voltou a dominar o classificatório na quinta etapa, em Campo Grande (MS), garantindo a pole position. A corrida foi vencida por Campos, sua terceira vitória em cinco possíveis. Ele cruzou a linha com 7s729 de vantagem sobre Thiago Riberi, o 2º, e 10s963 sobre Rafael Iserhard, o 3º. Com o resultado, Campos elevou sua pontuação para 96, com Riberi tendo 70 e Navarro 65. A festa do título aconteceu na sexta etapa, novamente em Curitiba, mas desta vez disputada no traçado externo. Campos garantiu mais uma pole position. Na corrida, ele venceu com 761 milésimos sobre o conterrâneo Fabrício Lançoni. Com a quarta vitória no ano, Júlio Campos atingiu 121 pontos, o que lhe conferiu o título com duas etapas de antecedência.
Após a conquista antecipada do campeonato, a penúltima etapa foi disputada no Autódromo de Tarumã. Campos conquistou sua quarta pole position na temporada (1min09s155). No entanto, a corrida foi vencida por Thiago Riberi, sua segunda conquista no ano. Rafael Iserhard foi o segundo e o campeão Júlio Campos, que admitiu não ter encontrado o equilíbrio ideal, terminou em terceiro.
A categoria, neste formato, deixou de existir nesta temporada. Para 2010, em seu lugar surgia a Copa Montana, com bolhas monomarca da picape de porte pequeno da Chevrolet. De qualquer forma, a Pick-up Racing já havia marcado a história do esporte a motor brasileiro por se notabilizar como a principal categoria de picapes já realizada, trazendo inovações como a utilização do GNV como combustível, além de revelar pilotos para o automobilismo de competição nacional.
Os campeões
2001
Campeão: João Campos (Ford Ranger)
Vice-campeão: Tazzio Borghesi (Ford Ranger)
2002
Campeão: João Campos (Ford Ranger)
Vice-campeão: Emerson Duda (Ford Ranger)
2003
Campeão: João Campos (Ford Ranger)
Vice-campeão: Emerson Duda (Ford Ranger)
2004
Campeão: João Campos (Ford Ranger)
Vice-campeão: Nelson Bazzo (Chevrolet S-10)
2005
Campeão: João Campos (Ford Ranger)
Vice-campeão: Cláudio Ricci (Chevrolet S-10)
2006
Campeão: Cláudio Ricci (Chevrolet S-10)
Vice-campeão: Eduardo Heinen (Chevrolet S-10)
2007
Campeão: Marcel Wolfart (Ford Ranger)
Vice-campeão: Eduardo Heinen (Chevrolet S-10)
2008
Campeão: Gustavo Sondermann (Chevrolet S-10)
Vice-campeão: Felipe Lapenna (Chevrolet S-10)
2009
Campeão: Júlio Campos (Mitsubishi L200)
Vice-campeão: Thiago Riberi (Chevrolet S-10)






















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